Ta faltando dar uma satisfação…

Pelo que vocês estão vendo, há muitos dias que eu não posto no blog. Essas últimas semanas tem sido uma loucura e minha rotina mudou completamente – não só por causa do  novo emprego.

Daqui uns dias eu posso explicar tudo com detalhes, mas envolve mudar de apartamento e otras cositas más. Quem viver verá! 😀

É só uma pausa, acho que daqui umas semanas eu já estou de volta.

pause

Bjos!

Polenta italiana

polenta italiana

Eu e o maridão somos bem chatos quanto a restaurantes. Basicamente por causa do estômago sem fundo dele (só alguns entram na seleção dele de quantidade justa por pessoa) e pelo fato de muitas comidas que comemos fora encaixam na categoria “você faz melhor”. Modéstia a parte, tem coisa mesmo que até sendo gostosa, eu acho que tem jeito de ser mais gostosa ainda. Adoro “roubar” ideias de lugares que vou para reproduzir em casa.

Bom, dessa vez fomos à um lugar para comemorar meu aniversário. Resolvemos por um de comida italiana que eu já tinha ido há muitos anos e por isso achei que valia a tentativa: Provícia de Salermo. O local tem uma decoração linda, bem vintage, cheia de pratos, galos, utensílios de cozinha… O atendimento é ótimo – quase todos são aqueles garçons que estão lá desde a inauguração há 30 anos.

De entrada comemos umas torradinhas com patês deliciosos. O maridão ainda estava incrédulo quanto a quantidade de massa que viria por prato e, por isso, pediu a tal da polenta italiana de entrada.  Não é nada de mais: veio um potinho com angu e molho bolonhesa por cima. Ele gostou tanto que pediu para eu fazer em casa. Por isso o motivo dessa receita hoje.

As massas são realmente deliciosas – eu pedi um ravioli verde com recheio de nozes e passas e o maridão pediu um com damasco e bacon. O molho você pode escolher o que quiser e acrescentar basicamente o que você tiver vontade, Fui de branco com alho poró  e bacon e marido de quatro queijos.

Bom, aqui vai a entrada que pedimos. Eu aumentei a quantidade e fiz como prato único.

Ah! E depois do marido ver o tanto de massa que veio no prato dele, assumiu que a polenta foi desnecessária, mesmo muito gostosa.

Ingredientes (para 4 potes):

1 1/2 xícara de fubá

Água filtrada

1 cebola

1 colher (sobremesa) de tempero caseiro de alho

500g de carne bovina moída (usei patinho)

1 lata de tomates italianos

Açúcar, Sal e pimenta a gosto

Muçarela ralada a gosto

Faça o angu como preferir, ajustando o sal, mas deixe ele um ponto bem mole. Despeje nos potinhos até a metade e reserve.

Refogue a cebola com o alho. Acrescente a carne aos poucos e vá refogando até que ela cozinhe bem . Acrescente a lata de tomates (eu gosto de bater no mixer antes para desmanchar um pouco) e misture bem. Ajuste a acidez com o açúcar e adicione sal e pimenta a gosto.

Despeje a carne por cima da polenta e salpique com muçarela. Deixe no grill do forno só o tempo de corar. Sirva ainda quente.

 

Uma pequena pausa

chile

Queridos, até o dia 26 o blog não terá receitas novas porque esta pessoa que vos fala vai (finalmente!!!!) passear um pouco com o maridão em terras sul-americanas. Não deixei posts programados porque acho estranho o blog postar “sozinho”. Acho que vi Matrix demais na adolescência ou não aderi tanto à modernidade da blogosfera quanto pensava. Enfim.

Vou ali no Chile e já volto tá? Quando chegar, prometo fotos lindas e comidas incríveis, pode ser?

Bjos!

Lasanha verde e branca

lasanha verde e branca

 

Desde o primeiro dia que comi massa de macarrão com espinafre me apaixonei. Foi em um restaurante aqui de BH que faz os pratos com massa fresca, então imagina.

O único lugar aqui que achei para comprar a tal da massa verde foi no Mercado Central. Só depois de comprar fiquei pensando como raios eu ia fazer uma lasanha, porque deu na minha cabeça que não combina com molho de tomate. Por que não então fazer uma lasanha branca?

A primeira vez que eu fiz foi um desastre. Achei que precisava de MUITO molho e ficou tudo meio piscina. Já tinha cometido esse erro com lasanha já mas quem disse que eu aprendi? Dessa vez fiz com 1/3 do molho e ficou fantástico…

Ingredientes:

250g de massa para lasanha com espinafre (massa verde)

1 colher (sopa) bem cheia de manteiga

2 colheres (sopa) de farinha

300 a 400ml de leite integral

100g de parmesão ralado (um parmesão de boa qualidade hein gente!)

Sal e noz moscada a gosto

250g de muçarela ralada

Em uma panela média, coloque a manteiga e acenda o fogo baixo. Deixe a manteiga derreter por completo (se você achar que ela pode queimar, como um pouco de azeite que resolve). Polvilhe a farinha por cima e misture bastante com um fouet, sem parar. Vai virar uma massinha, que você não pode parar de misturar ok? Acrescente um pouquinho de leite e continue misturando. Faça isso até acabar o leite, sempre acrescentando menos que 1/2 copo por vez ,para não empelotar. Usei um pouco mais de 300ml para ficar na consistência que eu queria.  Acrescente um pouco de noz moscada e deixe ferver um pouquinho para que não fique com gosto de farinha. Desligue o fogo e acrescente o parmesão. Ajuste o sal e reserve. Esse molho deve ficar mais firme que o usual ok?

*Se você achar que ainda está ralo, dissolva um pouco de amido de milho em um pouco de leite e acrescente ao molho em fogo baixo.

Montagem:

Em uma vasilha quadrada pequena de vidro (essa lasanha é menor que as usuais, porque é só eu e o maridão aqui para comer né) coloque uma concha do molho no fundo e acrescente um pouquinho de leite para que a massa não grude. Cubra com fatias da massa. Cubra com muçarela e mais uma concha de molho. Cubra com massa e assim faça até acabar todos os ingredientes. É importante que você termine com molho por cima para que a massa não seque. Eu até coloquei um pouco de leite por cima para garantir.

Asse em forno pré-aquecido em 200ºC com um papel alumínio por cima por 10 minutos e sem o papel por mais 5 minutos. Confira se a massa está cozida com um garfo. Tire do forno e deixe a lasanha descansar por uns 15 minutos para que ela não desmanche na hora de servir.

Macarrão de arroz com frango teriyaki

macarrão teriyaki

Depois que fiz a sopa vietnamita, fiquei apaixonada com o macarrão de arroz. Ele é tão gostoso e não deixa o estômago pesado igual quando comemos o macarrão de trigo. Comprei o macarrão e guardei no coração que ia fazer algo com ele nesses dias.

Pois bem, resolvi tentar fazer o molho teriyaki, segurando a vontade de comprá-lo pronto. Tentei fazer uma receita que eu inventei e deu totalmente errado: acho que coloquei vinagre sem medida e ficou intragável. Ainda bem que tinha separado o dia só para tentar o molho, então deu para salvar a janta.

Depois de fuçar toda a internet atrás de um molho que me agradasse, acabei chegando na porta de casa. Achei a receita no lindo e fofo Technicolor Kitchen, que é um blog que acompanho há uns 2 anos pelo menos. Com a receita do molho em mãos,fiz esse macarrão que é parecido com o Yakisoba, mas também é totalmente diferente no sabor. Dessa vez a tentativa deu certo amigues!

Ingredientes (para duas pessoas esfomeadas): 

1/3 xícara (80ml) de molho de soja

¼ xícara (44g) de açúcar mascavo

½ xícara (120ml) de vinho branco seco

1 peito de frango inteiro cortado em tiras (tipo iscas)

120g de macarrão de arroz

1 cenoura cortada em tiras

1/2 pimentão amarelo ou vermelho cortado em tiras

1 cebola cortada em tiras

1 pedaço de +/- 3 cm de gengibre ralado

Óleo de gergelim e de canola a gosto

1 colher (sobremesa) rasa de amido de milho

Gergelim preto e branco a gosto

Misture o molho se soja, o açúcar e o vinho branco em uma vasilha até o açúcar derreter. Coloque os pedaços de frango e deixe de molho enquanto você arruma os outros ingredientes. Deixe pelo menos 30 minutos marinando.

Cozinhe o macarrão de acordo com as especificações da embalagem e reserve.

Ferva a cenoura e o pimentão até ficaram semi cozidos, tipo al dente mesmo. Reserve.

Em uma panela wok coloque um pouco de cada óleo (gergelim e canola) e refogue a cebola um pouco, até começar a dourar. Coloque as iscas de frango (separando a marinada) e vá misturando, até que o frango doure, mas não esteja completamente cozido. Acrescente o gengibre ralado, a cenoura e o pimentão. Misture delicadamente. Acrescente a marinada do frango e, se quiser, pode colocar mais molho de soja se quiser aumentar a quantidade de molho. Deixe no fogo baixo e misture até que o frango esteja cozido, mas tenro. Dilua o amido de milho em um pouco de água e acrescente aos poucos na panela, até ficar na consistência desejada. Quando isso acontecer, desligue o fogo e acrescente o macarrão, misturando delicadamente. Servir com um pouco de gergelim.

Pho ga soup (sopa vietnamita de frango)

pho soup

De tempos em tempos eu tenho um desejo que fazer algo bem difícil, só pelo desafio. Não sei porque mas na última semana vi vários programa culinários falando da culinária tailandesa e vietnamita. Meu marido na hora lembrou de uma sopa que ele tomou no Canadá quando morava lá. Depois de várias pesquisas na internet, resolvi dar um pulo na Mercearia Tokyo aqui em BH e no supermercado Verde Mar, os dois únicos lugares que consigo comprar produtos orientais mais exóticos.

De primeira a sopa não me conquistou muito. São tantos temperos que eu nunca tinha experimentado juntos. A medida que eu fui comendo, ela ganhou o meu paladar. Dá para sentir todos os sabores misturados… Vale para sair da rotina e conhecer novos sabores.

Achei a receita aqui.

Ingredientes para o caldo (para quatro pessoas):

1 cebola grande

Um pedaço de 3a 5 cm de gengibre

Ossos de um galinha

2 colheres (sopa) de sementes de coentro

1 colher (sopa) de cardamomo

2 folhas de louro

1 pau de canela

4 cravos

2 anis estrelado

2 colheres (sopa) bem cheias de açúcar

1 colher (café) de sal

Cabos do coentro fresco amarrados por um barbante (guarde as folhas para montagem)

Corte a cebola em quatro e o gengibre em dois e asse em forno bem quente por 15 minutos. Tire as cascas depois de assado. Reserve

Tire os ossos de uma galinha inteira. Eu tive uma certa dificuldade nessa parte pois tenho pouca prática, mas deu certo. Não tem importância se você não tirar toda a carne do osso também. A carne que você tirar guarde em saquinhos para congelar e reserve o peito para a montagem do prato.

Em uma panela grande, ferva os ossos da galinha por 15 minutos. Isso é para tirar o sangue e algumas coisas esquisitas que saem. Também tira aquele gosto de “granja”. Retire os ossos, jogue a água fora e lave a panela (vai ficar uma gordura grudada). Coloque os ossos novamente na panela e enche de água até cobrir. Acrescente o restante os temperos, a cebola e o gengibre assado, misture um pouco e ligue o fogo alto. Quando ferver abaixe o fogo e vigie durante uma hora. De vez enquando dê uma misturada, sempre no fogo bem baixo. Tire todos os sólidos com uma peneira, deixando o caldo bem limpo.

Ingredientes para montagem:

300g de peito de frango

200g de macarrão de arroz (usei dessa marca)

2 xícaras de broto de feijão

Folhas de coentro e manjericão fresco a gosto

1/2 pimenta jalapeño fatiada bem fininha

Molho Sriracha (molho tailandês de pimenta)

Molho Hoisin (molho chinês com especiarias e bata doce desidratada)

Corte o peito de frango em tiras largas e grelhe com um pouco de sal e azeite (eu usei shoyo). Reserve. Prepare o macarrão de acordo com as especificações da embalagem. Reserve.

Em uma vasilha para sopa coloque o caldo fervente até a metade. Acrescente um punhado de macarrão, um pouco dos molhos sriracha e hoisin e misture. Coloque por cima um pedaço de frango, o broto de feijão, as folhas de coentro e manjericão e a pimenta jalapeño. Coma enquanto quente.

Cuidado com o molho sriracha porque ele é beeeem apimentado. Deu para comer tranquilamente com os hashis e com o auxílio de uma colher para tomar o caldo.

pho soup 2

Nhoque de batata

nhoque

Não sei porque, mas nunca fui muito fã de nhoques. Acho que eu comi um com gosto de farinha e achei que todos fossem assim. Depois que criei o blog comecei a pesquisar mais sobre eles e percebi que na verdade ele não é para ter gosto de farinha mas desmanchar na boca… Depois de ler MUITAS receitas pela web e guardar as dicas que li nos comentários dos posts, consegui fazer uma receita que conquistou meu amor por nhoques ♥

A receita é do blog Panelaterapia. Vai por mim gente, a receita é ótima!

Ingredientes para a massa:

1kg de batata asterix (aquela da casca rosa, que é mais sequinha)

1 xícara (240ml) de farinha de trigo

2 gemas

1 colher (café) de sal

Noz moscada ou pimenta do reino a gosto

A maior parte das receitas dá errado porque a batata cozida em água absorve muita umidade e o nhoque acaba ficando mole. Cozinhei as minhas no microondas (como sugerido pela Tati, do Panelaterapia) mas acho que podem ser cozidas no vapor (ainda vou testar e conto para vocês). O esquema é assim: descasque e pique as batatas em pedaços médios, coloque em um saquinho transparente (daqueles de feira) e faça um nó. Faça também furinhos com a ponta da faca pelo saquinho. Como eu usei 1kg de batatas, gastou 12 minutos na potência máxima no microondas. Vá checando em intervalos de 5 minutos.

Depois de cozidas, esprema as batatas completamente e deixe esfriar. Depois de frias acrescente as gemas (não coloque nas batatas quentes se não a gema cozinha e fica cheio de pontinhos amarelos e com gosto de ovo), a farinha, sal e a noz moscada e misture bem. Experimente e ajuste o sal.

Tire pedaços da massa, faça uma cobrinha e corte com uma faca no tamanho que desejar.

nhoque 2

Em uma panela, ferva bastante água com um pouco de sal. Coloque os nhoques aos poucos na água fervente. Assim que eles boiarem, tire-os com uma escumadeira e coloque-os no molho que você preferir. Retire imediatamente que boiarem, se não eles começam a desmanchar.

Ingredientes para o molho de tomate:

1 cebola picada

1 colher (café) de tempero de alho caseiro

1 lata de tomates pelados

1 pacote de extrato de tomate

1 colher (café) de páprica picante

Óleo, sal e açúcar a gosto

Refogue a cebola com o alho e um fio de óleo. Bata a lata de tomates com um mixer ou liquidificador e acrescente ao refogado. Acrescente também o extrato de tomate e o restante dos temperos. Acerte a acidez com o açúcar e ajuste o sal.

Feijão tropeiro mineiro

tropeiro

Não tem um restaurante aqui em Minas, seja do boteco ao mais caro do quarteirão, que não tenha o tal do feijão tropeiro. Juro que não lembro um self-service que não tinha esse feijãozinho tão amado pelos mineiros. A receita é antiga: no começo do século XVIII os “tropeiros”  eram os homens que atravessavam o estado de Minas, vindo de São Paulo em lombo de cavalos trazendo mantimentos para a região. A comida, então, precisava ser prática e gostosa, facilitando a vida dos viajantes. Por isso, eles simplesmente misturavam tudo que tinham (feijão em lata, carne seca, bacon, mandioca, couve, etc) e assim criaram o famoso feijão tropeiro.

A minha receita é beeeem mais light do que vocês vão encontrar por ai. Se você quiser um tropeiro daqueles que o colesterol aumente de 150 para 500 em duas garfadas, indico o Tropeiro do Zezé, que tem o melhor rodízio de ovo do mundo 😉

Ingredientes (para 5 pessoas):

300g de feijão carioquinha cozido ao ponto

1 cebola grande picadinha

2 pimentas dedo-de-moça

1 colher (sobremesa) de tempero caseiro de alho

Carne de porco a gosto (linguiças variadas, carne seca, bacon, torresmo, etc)

5 folhas pequenas de couve manteiga

1 copo (requeijão) de farinha de mandioca torrada

5 ovos

Sal a gosto

Para cozinhar o feijão é importante que você fique atenta para o ponto. Não pode cozinhar muito porque ele desmancha e nem pouco, porque pode ficar duro. O meu ficou 20 minutos na pressão e deu o ponto certinho. Depois de cozido coloque o que você vai usar na receita em uma peneira e jogue água fria por cima para parar de cozinhar. O resto eu congelei.

Em uma panela, refogue a cebola e o alho com a carne de porco que você escolher. Eu fiz só com linguiça calabresa e paio (não sou muito fã de carne seca e o bacon tinha acabado). *Eu dei uma cozida com água para tirar a gordura antes.* Depois de refogar tudo, acrescentei a couve bem picadinha e fui misturando, até ela ficar bem refogada também. Com o fogo baixo acrescente o feijão aos poucos e misture delicadamente. Acrescente a farinha de mandioca aos poucos e misture só o suficiente, para não ficar muito feio. *Enquanto isso, frite os ovos batidos separadamente em uma frigideira. Não misture muito para os pedaços ficarem maiores.* Acrescente os ovos e misture novamente. Prontinho! A dica é deixar tudo pronto e picado e fazer tudo na hora, para ele ficar quentinho e fresquinho.

Eu prefiro colocar o torresmo por cima porque se misturar ele fica molenga.

Escrevendo Abobrinhas no jornal O Tempo

Alguns dias atrás a repórter Aline Gonçalves do jornal O Tempo, aqui de Belo Horizonte, me procurou para fazer uma entrevista comigo.  A matéria é sobre blogs de culinária e foi publicada dia 23 do mês passado, mas foi só hoje que eu vi.

Eu estou lá no finalzinho…

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Todo mundo é capaz de lembrar daquele caderno de receitas, meio velho, meio aconchegante, ao qual a avó, a tia ou a mãe volta e meia recorria pra se lembrar de um prato ou pra anotar uma novidade. Ainda que essa prática felizmente ainda venha sendo preservada por algumas pessoas, é cada vez mais comum que uma outra muito similar, mas também com vários aspectos diferentes, ganha adeptos: a dos blogs de receitas. A semelhança entre o tradicional caderno é obvia: os dois tratam do registro da história culinária de famílias. A grande diferença, no entanto, é que agora esses pratos são partilhados com pessoas que vão muito além dos vizinhos e parentes, por gente que jamais imaginou ficar conhecida pelo trabalho na cozinha. “Eu comecei sem muita pretensão, queria registrar as receitas que inventava para conseguir reproduzi-las depois, já que eu nunca anotava nada”, conta a psicóloga por formação Tatiana Romano. O blog dela, o Panelaterapia criado em 2009, é hoje referência na área e alcança a marca de 1,2 milhão de visualizações de páginas por mês.

Tatiana, que nunca fez um curso de gastronomia, conta que seu interesse pela cozinha começou na adolescência, quando criava versões para o tradicional macarrão instantâneo. Porém, quando percebeu que o número de acessos ao blog crescia exponencialmente, resolveu investir. “Estudei sobre mídias digitais, fotografia, comprei equipamentos melhores: busco ser merecedora do sucesso que o Panelaterapia atingiu”, diz.

Ao enumerar esses aspectos, Tatiana observa que a questão da apresentação dos pratos influencia diretamente no sucesso da receita assim como a estratégia de escolha do que coloca no blog (ela evita, por exemplo, incluir receitas parecidas em sequência). Recentemente, o alcance das redes sociais mudou a relação com os leitores, já que há mais possibilidades, segundo ela, para conversar e responder dúvidas.

As estratégias que Tatiana utiliza não diferem daquelas de quem começou a bem menos tempo a comandar blogs de culinária, como as do casal Lígia Marcondes e Gladstone Campos. Ele, fotógrafo profissional há mais de 30 anos, reforça exatamente a questão da imagem para o sucesso e conta que seu trabalho na área de gastronomia, em revistas como a “Gula”, foi um dos incentivos para montar o Entre Pratos e Copos” há menos de um ano

“Antes de ir pra ‘Gula’, nunca tinha fotografado comida, mas comecei a me dedicar, estudar e entendi o processo. Há seis anos, conheci a minha atual esposa que gosta muito de cozinhar. Ela tem formação em história e trabalhava com designer de interiores. Há uns dois anos, Lígia quebrou o braço e resolveu passar todas as receitas para o computador, porque não conseguia desenhar”, conta ele. Como as fotos dessas receitas já estavam em mãos, os dois fizeram um livro, mas perceberam que seria muito caro editá-lo e comercializá-lo. Foi então que surgiu a ideia do blog. “Ter um blog é muito prático e barato. Hoje, temos posts
com mais de 5.000 acessos num dia”, revela Gladstone.

O sucesso imediato levou a cozinheira da dupla a se enveredar por uma área que ela nunca dominou: a dos doces, para atender aos pedidos que chegam, principalmente, via Facebook. “Eu faço o que tenho vontade, mas o blog tem uma sequência com entradas, pratos principais e sobremesas. Como eu não como doces, nunca fui de fazer nada especial até porque doce exige precisão. Agora, com a prática, estou ficando dez”, se diverte. Os doces, na visão de Gladstone, também têm um apelo visual maior. “Nosso campeão de acessos é uma mousse. Qualquer coisa com chocolate ‘bomba”, diz.

Para conseguir uma concretização maior do blog, Lígia também revela que procura fazer cursos com chefs e conta outro ponto fundamental: “O importante do blog é alimentá-lo sistematicamente; não pode pensar ‘ah, vou viajar, depois atualizo”.

Autora do blog Escrevendo Abobrinhas, a mineira Manoela Vianna também aponta a importância de atualização periódica e de buscar conhecimento para não perder o público. “Recentemente fiz um curso de pães, roscas e biscoitos porque senti a necessidade de profissionalizar mais o blog. Pretendo fazer outros ano que vem”, diz.

Para ela, é fundamental, ainda, apresentar receitas fácies e práticas, que condizem com o ritmo de vida atual. “Eu trabalho, fico muito tempo no trânsito, cuido da casa, do marido, lavo roupa. Como a maior parte dos meus leitores, quero algo que pode ser feito rápido e que seja gostoso”, explica.

No entanto, quando começou o blog, há pouco mais de um ano, sua preocupação maior era apenas resgatar as receitas que a mãe preparava e partilhá-las com as amigas. “Elas viviam me pedindo as receitas da minha mãe para fazer em casa, como surpresa para os maridos. Achei mais fácil fazer um blog para que elas pudessem ver os ingredientes e o modo de preparo”, conta.

A matéria você encontra  AQUI.

Lombo recheado + geleia de pimenta

Esse foi um prato que eu fiz para participar de um concurso de Portugal que, infelizmente, não ganhei. Era para fazer um prato com uma comida tradicional portuguesa com um toque da região que você mora. Minha ideia foi usar o lombo recheado (que passou a noite em uma marinada que, de acordo com minha avó, é super portuguesa) junto com a geleia de pimenta, para dar aquele toque de Minas.  Os legumes e a carne foram assados juntos, todos na marinada, para ter aquele sabor de vinho no prato todo.

De acordo com o maridão, eu ganhei todos os concursos porque ele AMOU o lombo com a pimenta :).

Ingredientes para carne+marinada:

400g de lombo suíno

1 linguiça portuguesa

200ml de vinho branco seco

1 cebola média (partida em quatro)

1 colher (sobremesa) de tempero de alho caseiro

1 colher (sobremesa) de páprica doce

2 pimentas dedo-de-moça

1 colher (café) de sal

2 folhas de louro

Bater os temperos com o vinho  com um mixer ou no liquidificador. Em um saquinho plástico ou vasilha colocar esse molho junto com o pedaço de lombo, já recheado com a linguiça. Deixar na geladeira de um dia pro outro.

*Para rechear o lombo:  com uma faca afiada faça um furo no lombo, na forma de comprimento. Gire a faca para alargar. Nesse furo introduza o pedaço de linguiça até quando der. Corte o pedaço que sobrar.

Legumes:

2 batatas médias picadas em quatro

2 cenouras picadas em quatro

1 talo de alho poró picado em duas partes

4 dentes de alho com casca

1 cebola picada em quatro

Em um tabuleiro disponha o lombo recheado, as batatas, cenouras, o alho poró, os dentes de alho e a cebola. Despeje a marinada por cima, tampe com papel alumínio e asse em forno pré aquecido em 180°C por uma hora ou até que a carne esteja bem assada.Geralmente os legumes assam primeiro: se isso acontecer, tire os legumes e volte com a carne ao forno até ficar bem assada.

Geleia de pimenta (receita adaptada do adorável Pitadinha):

1 maçã

2 pimentas dedo-de-moça

Suco de duas a três laranjas

1 xícara de açúcar

Descasque a maçã e rale em um ralador fino. Pique duas pimentas sem as sementes.  Em uma panela, misture a maçã ralada, as pimentas picadas, o suco das laranjas e o açúcar. Ferver por 10 minutos ou até o açúcar derreter por completo.Deixe esfriar para servir.

Montagem:

Corte o lombo em fatias e disponha em uma travessa com os legumes assados. Espalhe a geleia de pimenta por cima.

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