Ta faltando dar uma satisfação…

Pelo que vocês estão vendo, há muitos dias que eu não posto no blog. Essas últimas semanas tem sido uma loucura e minha rotina mudou completamente – não só por causa do  novo emprego.

Daqui uns dias eu posso explicar tudo com detalhes, mas envolve mudar de apartamento e otras cositas más. Quem viver verá! 😀

É só uma pausa, acho que daqui umas semanas eu já estou de volta.

pause

Bjos!

Uma pequena pausa

chile

Queridos, até o dia 26 o blog não terá receitas novas porque esta pessoa que vos fala vai (finalmente!!!!) passear um pouco com o maridão em terras sul-americanas. Não deixei posts programados porque acho estranho o blog postar “sozinho”. Acho que vi Matrix demais na adolescência ou não aderi tanto à modernidade da blogosfera quanto pensava. Enfim.

Vou ali no Chile e já volto tá? Quando chegar, prometo fotos lindas e comidas incríveis, pode ser?

Bjos!

Escrevendo Abobrinhas no jornal O Tempo

Alguns dias atrás a repórter Aline Gonçalves do jornal O Tempo, aqui de Belo Horizonte, me procurou para fazer uma entrevista comigo.  A matéria é sobre blogs de culinária e foi publicada dia 23 do mês passado, mas foi só hoje que eu vi.

Eu estou lá no finalzinho…

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Todo mundo é capaz de lembrar daquele caderno de receitas, meio velho, meio aconchegante, ao qual a avó, a tia ou a mãe volta e meia recorria pra se lembrar de um prato ou pra anotar uma novidade. Ainda que essa prática felizmente ainda venha sendo preservada por algumas pessoas, é cada vez mais comum que uma outra muito similar, mas também com vários aspectos diferentes, ganha adeptos: a dos blogs de receitas. A semelhança entre o tradicional caderno é obvia: os dois tratam do registro da história culinária de famílias. A grande diferença, no entanto, é que agora esses pratos são partilhados com pessoas que vão muito além dos vizinhos e parentes, por gente que jamais imaginou ficar conhecida pelo trabalho na cozinha. “Eu comecei sem muita pretensão, queria registrar as receitas que inventava para conseguir reproduzi-las depois, já que eu nunca anotava nada”, conta a psicóloga por formação Tatiana Romano. O blog dela, o Panelaterapia criado em 2009, é hoje referência na área e alcança a marca de 1,2 milhão de visualizações de páginas por mês.

Tatiana, que nunca fez um curso de gastronomia, conta que seu interesse pela cozinha começou na adolescência, quando criava versões para o tradicional macarrão instantâneo. Porém, quando percebeu que o número de acessos ao blog crescia exponencialmente, resolveu investir. “Estudei sobre mídias digitais, fotografia, comprei equipamentos melhores: busco ser merecedora do sucesso que o Panelaterapia atingiu”, diz.

Ao enumerar esses aspectos, Tatiana observa que a questão da apresentação dos pratos influencia diretamente no sucesso da receita assim como a estratégia de escolha do que coloca no blog (ela evita, por exemplo, incluir receitas parecidas em sequência). Recentemente, o alcance das redes sociais mudou a relação com os leitores, já que há mais possibilidades, segundo ela, para conversar e responder dúvidas.

As estratégias que Tatiana utiliza não diferem daquelas de quem começou a bem menos tempo a comandar blogs de culinária, como as do casal Lígia Marcondes e Gladstone Campos. Ele, fotógrafo profissional há mais de 30 anos, reforça exatamente a questão da imagem para o sucesso e conta que seu trabalho na área de gastronomia, em revistas como a “Gula”, foi um dos incentivos para montar o Entre Pratos e Copos” há menos de um ano

“Antes de ir pra ‘Gula’, nunca tinha fotografado comida, mas comecei a me dedicar, estudar e entendi o processo. Há seis anos, conheci a minha atual esposa que gosta muito de cozinhar. Ela tem formação em história e trabalhava com designer de interiores. Há uns dois anos, Lígia quebrou o braço e resolveu passar todas as receitas para o computador, porque não conseguia desenhar”, conta ele. Como as fotos dessas receitas já estavam em mãos, os dois fizeram um livro, mas perceberam que seria muito caro editá-lo e comercializá-lo. Foi então que surgiu a ideia do blog. “Ter um blog é muito prático e barato. Hoje, temos posts
com mais de 5.000 acessos num dia”, revela Gladstone.

O sucesso imediato levou a cozinheira da dupla a se enveredar por uma área que ela nunca dominou: a dos doces, para atender aos pedidos que chegam, principalmente, via Facebook. “Eu faço o que tenho vontade, mas o blog tem uma sequência com entradas, pratos principais e sobremesas. Como eu não como doces, nunca fui de fazer nada especial até porque doce exige precisão. Agora, com a prática, estou ficando dez”, se diverte. Os doces, na visão de Gladstone, também têm um apelo visual maior. “Nosso campeão de acessos é uma mousse. Qualquer coisa com chocolate ‘bomba”, diz.

Para conseguir uma concretização maior do blog, Lígia também revela que procura fazer cursos com chefs e conta outro ponto fundamental: “O importante do blog é alimentá-lo sistematicamente; não pode pensar ‘ah, vou viajar, depois atualizo”.

Autora do blog Escrevendo Abobrinhas, a mineira Manoela Vianna também aponta a importância de atualização periódica e de buscar conhecimento para não perder o público. “Recentemente fiz um curso de pães, roscas e biscoitos porque senti a necessidade de profissionalizar mais o blog. Pretendo fazer outros ano que vem”, diz.

Para ela, é fundamental, ainda, apresentar receitas fácies e práticas, que condizem com o ritmo de vida atual. “Eu trabalho, fico muito tempo no trânsito, cuido da casa, do marido, lavo roupa. Como a maior parte dos meus leitores, quero algo que pode ser feito rápido e que seja gostoso”, explica.

No entanto, quando começou o blog, há pouco mais de um ano, sua preocupação maior era apenas resgatar as receitas que a mãe preparava e partilhá-las com as amigas. “Elas viviam me pedindo as receitas da minha mãe para fazer em casa, como surpresa para os maridos. Achei mais fácil fazer um blog para que elas pudessem ver os ingredientes e o modo de preparo”, conta.

A matéria você encontra  AQUI.

Um motivo nobre para sumir: curso de pães!

Blog de receita, ao contrário do que muitos pensam, dá uma trabalheira danada. Entre pesquisar, ler e fazer a comida, tem muito trabalho no meio. Não dá para postar qualquer coisa, ainda mais que muita gente copia exatamente as dicas do blog. Comida é coisa séria. Mas também gente, vamos combinar,  quem gosta de comer comida ruim? É pior ainda quando você copiou a receita de alguém que disse que deu “super certo” e na hora H o treco da todo errado e você acaba com uma gororoba no prato e muita raiva do bendito que postou/indicou a receita sem testar. Já aconteceu comigo, infelizmente.

Por isso que essa semana vou fazer um delicioso curso de Pães, roscas e biscoitos. Mesmo achando que o que minha mãe me ensinou me deu uma boa bagagem, aprender nunca é demais né? Ainda mais que acho que cursos sempre dão ideias novas, receitas inéditas, etc. Esse é mais um passo para deixar o blog cada vez melhor para vocês, meus queridos leitores. E até minha mãe, que eu acho que é a melhor cozinheira do mundo, fez 32 cursos nessa área (sério!!).

O curso que vou fazer é no SENAC – BH, na área de hospitalidade. É de 20 horas, então, entre trabalhar 7h por dia e sair correndo pro curso (4h por dia),  além do tempo gasto no trânsito, vai sobrar pouco tempo para cozinhar. E sem cozinhar, sem receitas novas 😦

Prometo que vai valer a pena. Assim que terminar o curso, vou rechear o blog de coisas novas que vou aprender por lá.

**Tem vários outros pequenos cursos lá no SENAC aqui de BH, dá uma olhada AQUI. Se você quiser, tem em outras cidades também. Fuça ai 🙂

Risoto de camarão

Eu, toda feliz, comprei um arroz arbóreo para finalmente tentar fazer um risoto que se preze. Eu via os cozinheiros na televisão bebendo vinho e cozinhando na maior facilidade então eu pensei: vou cozinhar e beber! Só que ou eles só fazem a pose ou de fato são muito resistentes ao álcool: no final do risoto já tava  sem entender muito bem como fiz aquilo tudo. Mas ficou muito bom, eu me senti muito “chef”!

Ingredientes:

300g de camarões limpos

1 cebola picadinha

1 colher (sobremesa) de manteiga ou azeite de boa qualidade

4 dentes de alho picados

1 1/2 xícara de arroz arbóreo

200 ml de vinho branco seco (pra usar na comida, não pra beber!)

800 ml de caldo de vegetais fervente (receita aqui. Você pode dissolver aqueles cubos prontos, mas o feito em casa é MUITO melhor)

Coentro picado e sal a gosto

Primeiro passo é refogar os camarões em um pouco de azeite por dois minutos, só para eles ficarem da cor rosa. Reserve. Para o arroz, eu segui as instruções da embalagem do arroz: refogue bem a cebola e o alho na manteiga. Acrescente o arroz (sem lavar) e frite bem por alguns minutos. Quando começar a grudar no fundo, acrescente o vinho e vá misturando delicadamente. Em um fogo médio, vá acrescentando o caldo de vegetais de 100 em 100 ml, sempre misturando bem. O risoto deve estar pronto depois de 20 minutos. Ele é al dente. Ajuste o sal no final e acrescente, com o fogo já desligado, os camarões e o coentro picadinho. Se não tiver no regime brabo, pode acrescentar uma colher de sopa de manteiga para finalizar.

Obs: eu acrescentei também flores de açafrão, que eu ganhei de presente 🙂

Ajude um blog de gastronomia no TOP BLOG 2012

Olá meus queridos leitores,

depois de mais de um ano de muitas receitas (e alguns desastres) vou concorrer à quarta edição do prêmio TOP BLOG 2012, na categoria de Gastronomia. Esse prêmio é um reconhecimento a todos os blogs feitos por brasileiros e é uma forma de mostrar que os blogueiros tem valor. Muito dos blogs que estão participando (como o Escrevendo Abobrinhas) não tem patrocínio e por isso precisam tanto desse tipo de reconhecimento. O prêmio não é em dinheiro – os vencedores ganham um troféu e e um selo que confirma a preferência dos leitores.

A primeira etapa do prêmio é feita por votação popular, ou seja, voto de vocês meus leitores! Para votar é só clicar aqui ou no banner do TOP BLOG (que está à  direita do blog) e votar pelo Facebook, Twitter ou e-mail. É super fácil e rápido.

Muito obrigada!! Conto com vocês!!!!

Bobó de camarão na moranga

**Comidas praianas

Essa se tornou uma das receitas preferidas do meu marido desde que fiz da primeira vez (veja a receita aqui). Fiz com frango e resolvi testar com camarão. De fato, até eu que não sou muito fá de abóbora adorei 🙂

Ingredientes:

1/2 abóbora moranga (a que tem casca verde) picada em cubos grandes

300g de camarão limpo

1 pimentão vermelho picado em cubinhos

1 tomate picado em cubinhos

1 pimenta dedo-de-moça bem picadinha

1 cebola grande picada

1 colher (sobremesa) de tempero caseiro de alho

1 colher (café) de páprica doce

Cheiro verde picado a gosto

Refogue o pimentão com o tomate, a pimenta, a cebola e o alho até a cebola ficar transparente. Reserve.

Em uma panela de pressão pequena, cozinhe a abóbora em pedaços por cinco minutos. Escorra a a água e esprema tudo com um garfo. Misture com o refogado e ferva até ficar com uma concistência bem firme (tem que ficar firme porque o camarão vai perder muita água e vai amolecer o bobó). Acrescente o camarão e a páprica e com o fogo baixo misture bem por dois minutos (o camarão cozinha rápido e, se ficar muito tempo cozinhando, ele derrete e some). Acrescente o cheiro verde e desligue o fogo. Servir ainda quente com arroz branco.

Casquinha de siri (sem a casquinha)

*Comidas praianas*

É uma pena que não comprei a casquinha para servir quando comprei a carne de siri, mas como só podia levar no mínimo 1kg, então não tive muita escolha né? Matei a vontade!

Ingredientes:

1kg de carne de siri

1/2 pimentão vermelho picado bem pequeno

4 dentes de alho picados

1 cebola grande picada

1 colher (café) de párprica doce

1 pimenta dedo-de-moça picadinha

Mais ou menos um copo de farinha de rosca (fiz a medida no olho)

Cheiro verde picado a gosto

Fazer um refogado com a cebola, o alho, o pimentão e a pimenta. Quando a cebola ficar transparente, acrescentar a carne de siri e a páprica, misturando pouco. A carne vai soltar água, mas se estiver muito seca pode acrescentar um pouco de água filtrada. Quando a carne ainda estiver um pouco molhada (com um restinho de água no fundo) desligue o fogo e vá acrescentando a farinha de rosca. Coloquei no olho mesmo, até o ponto da carne ficar ainda úmida. Acrescente o cheiro verde e misture. Despeje em um refratário de vidro, salpique mais um pouco da farinha por cima (para fazer uma casquinha crocante) e coloque para grelhar por uns 15 minutos. Retire do forno e sirva com bastante limão!

Comidas praianas

Mineiro que se preze não aguenta ficar muito tempo sem dar uma passadinha na praia durante as férias. Eu e meu marido alugamos um apartamento novinho perto da Praia do Forte, Cabo Frio – RJ para passar a semana por lá. A cozinha era ótima, considerando as cozinhas de praia que já passei. Tinha até um exaustor e uma geladeira bem potente. Meu único problema foi as panelas.

Como na descrição falava que tinha cinco panelas, levei só minha panela de pressão pequena (que é pau para todaa obra) e minha panelinha de barro, especialmente para minha moqueca. O negócio era que as panelas eram aquelas de teflon, as quais eu tenho pavor. Se você usa tudo bem, mas eu sou cismada com o tanto de lasquinha preta que elas soltam. Olha só o meu arroz:

Para complementar os utensílios levei: uma colher para servir arroz, uma escumadeira, duas colheres de pau, um espremedor de limão, abridor de latas e minha querida faca. O que ajudou foi que eu já sabia o que ia cozinhar, por isso levei o que eu precisava. Fazer o cardápio antes de viajar é uma ótima dica 🙂

Agora, a melhor parte foi essa ó:

 No Mercado Municipal de Peixes de Cabo Frio tem inúmeras “barraquinhas”, mas essa daí era a única que abria antes das 7h, horário que eu e meu marido corajosamente fomos comprar o peixe que ia usar no dia (para garantir que era bem fresquinho). Entre receitas, gastamos cerca de 100 reais só com camarão, namorado, carne de siri…

Nos próximos dias vou colocar as receitas. As fotos vão estar com pouca produção, mas ficou tudo muito bom. E ai, vai um peixinho no almoço?

Bolinho de bacalhau assado

Receita de Dona Celeste, minha avó portuguesa com certeza. Se for na casa dela e dizer que não gosta de bacalhau…. Ta deserdado. Ela me ensinou fazer frito e assado, mas como tou na onda light, fiz só assado. Facil demais gente!

Ingredientes:

400g a 500g de bacalhau desfiado (comprei três postas, fervi 3 minutinhos em água, terei as espinhas e desfiei na mão mesmo)

4 batatas grandes cozidas amassadas

1 cebola grande picada

1 cabeça de alho picada (deu mais ou menos 7 dentes de alho)

Bastante azeite

3 ovos (3 gemas batidas + 3 claras em neve)

Sal, pimenta do reino (ou noz moscada), cebolinha e salsinha a gosto

1 colher (café) de fermento em pó

Refogar o alho (que tem que ser bem picadinho) e a cebola com umas 4 colheres (sopa) de azeite até a cebola ficar transparente. Adicione o bacalhau desfiado, pimenta do reino e refogue por mais três minutos (bacalhau é rápido mesmo, não precisa refogar muito não). Quando desligar o fogo, adicione a cebolinha e a salsinha, misturando bem. Reserve.

Depois de cozinhar as batatas, passe-as pelo espremedor. Acrescente as gemas, o bacalhau e mais azeite, sempre misturando. Por último, adicione as claras em neve o fermento e misture delicadamente. Em uma travessa de vidro, despeje um fio de azeite no fundo e coloque a mistura por cima. Cubra com mais azeite e asse em forno médio (180 a 200ºC) por 30 minutos ou até o fundo dourar.

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