Black bourguignon: tempo na cozinha

black bourguignon

Meu marido brinca que se ele tirasse a panela de pressão da cozinha eu não saberia mais cozinhar. Eu reconheço que eu adoro a comodidade dessa ferramenta, mas não é pra tanto né? O que me consola é que já vi muitos episódios de Top Chef que os cozinheiros se renderam à velocidade da panela de pressão. Acho que foi um dessa última temporada (décima) que o chef foi super elogiado por um caldo lindo que ele fez. A pergunta foi: como você conseguiu tanto sabor em tão pouco tempo? A reposta: pressure cook. Delirei.

Ganhei um livro sensacional dos meus pais de natal, que vocês já devem ter ouvido falar. O Pão Nosso trata justamente que muitas vezes a espera é o melhor ingrediente para um pão – e uma refeição – maravilhosa. Fiz uma receita do livro, um ragu de liguiça que ficou um espetáculo (não  me matem, mas esqueci completamente de produzir a foto). Gasta por volta de 3 horas pra ficar pronto, e cada minuto conta.

Essa receita é bem assim. Demora um tempão na panela. Mas a boa notícia é que é só picar e botar tudo lá e ficar olhando e misturando. Como uma boa terapia na cozinha…

Receita da edição de Junho/Julho da Casa e Comida (com minhas adaptações).

Ingredientes:

1kg de carne em cubos pequenos  (usei chã de dentro)

2 latinhas de cerveja escura

1 colher (sopa) de alecrim picado

3 folhas de louro

1 pimenta dedo-de-moça picada sem as sementes

2 colheres (sopa) bem cheias de farinha de trigo

300g de bacon picadinho

2 colheres (sopa) de alho

2 cenouras picadas

2 colheres (chá) de gengibre picado

Sal e cheiro verde a gosto

Coloque a carne em uma vasilha e cubra com a cerveja. Acrescente o alecrim, o louro e a pimenta. Deixe na geladeira para marinar por 6 horas ou por uma noite. Não coloque sal na marinada.

Escorra bem a carne, reserve o líquido com os temperos e doure-a em uma panela bem quente com um pouco de óleo. Em outra panela, refogue o alho com a cenoura, o bacon e o gengibre. Adicione a carne e a cerveja com os temperos. Dissolva a farinha em um pouco de água e adicione à panela. Tampe a panela e deixe cozinhando por volta de 3 horas, sempre misturando para não grudar no fundo. Eu fui acrescentando um pouco de água nesse tempo e gastei mais de um litro. Ajuste o sal e sirva quente.

Por mais que eu tenha ficado meio cética no começo, a carne de fato fica super macia e o caldo é uma delícia com um pedaço de pão 😀

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Ta faltando dar uma satisfação…

Pelo que vocês estão vendo, há muitos dias que eu não posto no blog. Essas últimas semanas tem sido uma loucura e minha rotina mudou completamente – não só por causa do  novo emprego.

Daqui uns dias eu posso explicar tudo com detalhes, mas envolve mudar de apartamento e otras cositas más. Quem viver verá! 😀

É só uma pausa, acho que daqui umas semanas eu já estou de volta.

pause

Bjos!

Uma pequena pausa

chile

Queridos, até o dia 26 o blog não terá receitas novas porque esta pessoa que vos fala vai (finalmente!!!!) passear um pouco com o maridão em terras sul-americanas. Não deixei posts programados porque acho estranho o blog postar “sozinho”. Acho que vi Matrix demais na adolescência ou não aderi tanto à modernidade da blogosfera quanto pensava. Enfim.

Vou ali no Chile e já volto tá? Quando chegar, prometo fotos lindas e comidas incríveis, pode ser?

Bjos!

Cupcake de baunilha com limão e merengue italiano

cupcake limaoO meu principal problema com cupcakes é relacionado à coberturas. Bem, na verdade com os bicos de confeitar. Não consigo acertar nenhum ponto de cobertura que fique perfeito quando passa pelo bico (isso é claro se deve à falta de prática neam?). Mas quando eu fiz o merengue italiano e ele deu certo, passando elo bico e ficando exatamente no mesmo lugar, dei pulos de alegria. Aquela espuma branca olhou para mim, eu olhei para ela e só lembrei daquelas tortas de limão lindas, com aquele lemon curd maravilhoso.

Ingredientes:

12 bolinhos de baunilha (pode usar a receita que quiser, eu gosto dessa) + uma receita de lemon curd ou creme de limão siciliano (rodei, rodei, rodei e acabei usando também a receita do Cupcakeando aqui. Nào gostei muito da receita do Joy of Baking dessa vez)

Recheie os cupcakes com o creme de limão e reserve.

Ingredientes do merengue italiano (aprendi no curso de Cupcakes da loja Maria Chocolate):

250g de açúcar refinado

100ml de água

3 claras (ou 90g)

Ferver a água com o açúcar (sem misturar) até dar um ponto de bala firme. Esse ponto é quando você levanta a colher e o fio demora a escorrer. Foi a primeira vez que eu fiz e acertei o ponto de primeira, não é muito difícil. Se preferir, coloque um pote de água do lado da panela. Despeje um pouco da calda nesse pote para esfriar. Pegue com as pontas do dedos e veja se gruda bem entre os dedos. Se sim, está no ponto.

Enquando isso, bata as claras em neve com o ponto bem firme. Despeje a calda de açúcar ainda quente aos poucos nas claras em neve com a batedeira no máximo. Depois que despejar a calda toda deixe bater até que a vasilha da batedeira esfrie. Quando isso acontecer, o merengue está pronto. Decore os cucpakes como quiser.

cupcake limao 2

Torta de caramelo e noz pecã (Caramel Pencan Pie)

torta de noz pecan

Já contei na receita de Torta de maçã que minha mãe tinha uma amiga norte americana que nos ensinou diversas receitas maravilhosas de tortas doces.  Essa é uma receita clássica do Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) e com certeza a minha torta preferida de todos os tempos.

Foi muito difícil encontrar noz pecã aqui em Belo Horizonte com um preço razoável. O mais engraçado é que fui no Mercado Central e todos os atendentes cismaram que noz pecã é a noz comum picada. Como vocês podem ver pela foto, ela é diferente da noz comum e tem um gosto bem peculiar, um pouco mais doce. Não achei a receita original da amiga da minha mãe, mas essa com certeza se assemelha bem. Achei a receita no Joy of baking.

Ingredientes para a massa:

1 1/4 xícaras (175 g) de farinha de trigo

1/2 colher (chá) de sal

14 g (ou uma colher sopa cheia) de açúcar cristal

100g de manteiga sem sal bem gelada picada em cubos

30 a 60ml de água gelada (vai depender de quanto a sua farinha vai absorver)

Coloque a farinha, o sal e o açúcar no processador de alimentos, usando a lâmina de cortar. Dê alguns “pulsar” até misturar tudo. Acrescente a manteiga e faça o mesmo, pulsando até que a mistura vire uma farofa. Acrescente 30ml da água gelada e pulse novamente. Se a massa não começar a criar flocos mais densos, acrescente uma ou duas colheres (sopa) de água. Retire do processador e coloque na bancada, fazendo uma bola com a massa. Guarde embalada dentro de um filme na geladeira por 30 minutos.

Depois desse descanso, espalhe um pouco de farinha na bancada e com o rolo de massa estique a massa fazendo uma círculo no tamanho da seu refratário. A receita pede um redondo de 23 cm. Coloque a massa no refratário e ajeite a massa com os dedos. Corte as bordas.

Esse vídeo aqui explica bem como faz a massa. Se você não entende inglês, não tem problema – é só observar bem como ela está fazendo.

Ela fez duas receitas no vídeo, para poder guardar uma no congelador. Ela disse que dura mais ou menos um mês no congelador. Eu fiz a borda com ela ensinou, usando os dedos para fazer as voltinhas. Guarde a massa no refratário novamente na geladeira.

Ingredientes do recheio:

210 g de açúcar mascavo

160 ml de mel

2 colheres (sopa) de rum

50g de manteiga sem sal

3 ovos

60ml de creme de leite

200g de noz pecã tostadas e picadas grosseiramente (separe quatro inteiras para enfeitar)*

Em uma panela, ferva o açúcar mascavo, o mel, o rum e a manteiga até tudo derreter por completo e virar um caldo. Deixe esfriar. Quando estiver de morno para frio, acrescente os ovos, o creme de leite e o sal, misturando bem.

*Ligue o forno em 180ºC. Quando estiver quente, coloque as nozes em um tabuleiro e deixe no forno por 5 minutos. Isso vai realçar o sabor das nozes. Tire no forno e deixe esfriar. Depois pique-as grosseiramente. Deixe o forno ligado para assar a torta logo após.

Montagem:

Tire o refratário com a massa da geladeira. Coloque as nozes já picadas no fundo e jogue a calda de açúcar por cima. Coloque em um forno pré-aquecido em 180ºC e asse por 40 minutos ou até que, quando enfiar um palito no recheio, ele saia limpo. Se durante o cozimento as bordas começarem a ficar escuras, coloque um papel alumínio por cima e continue a assar até dar o tempo necessário.

torta de noz pecan 2

Depois de tirar do forno deixe esfriar e depois coloque na geladeira. Ela fica mais saborosa ainda se você comer no dia seguinte, deixando-a bem gelada. Eu não coloquei com sorvete nem com algum chantili porque ela é maravilhosa sozinha – é do tipo que não precisa ser acompanhada 🙂

Se você quer o vídeo explicativo de como fazer a torta em inglês, está aqui:

Cinnamon Rolls


cinnamon rolls 3O nome desse pão não tem uma tradução aqui no Brasil, mas literalmente significa “enrolados de canela”. Atualmente é um dos meus pães preferidos, mas o problema é a quantidade de manteiga que leva no total da receita – 200g. Faz no dia que for enfiar o pé na jaca, como eu fiz.

Achei a receita aqui.

Ingredientes para a massa:

3/4 xícara de leite integral

30g (2 tabletes) de fermento fresco para pão OU um envelope de fermento seco para pão (10g)

3 ovos grandes

4 1/4 xícaras de farinha de trigo

1/2 xícara de amido de milho

1/2 xícara de açúcar

1 1/2 colher (chá) de sal

150g de manteiga, de preferência sem sal

Misture o leite morno com os tabletes de fermento. Acrescente uma das xícaras de farinha de trigo e duas colheres (sopa) de açúcar e misture bem. Vai virar uma “meleca” que chamamos de esponja, que é para deixar a massa bem fofinha depois. Deixe essa mistura descansar por 30 minutos em um local abafado (forno desligado, por exemplo).

Misture o restante da farinha e do açúcar com o amido de milho e o sal. Acrescente os ovos (batidos) e vá misturando. Acrescente a esponja e a manteiga em temperatura ambiente e continue misturando. Eu fiz esse processo na batedeira planetária, que fica bem mais fácil. Depois sovei um pouco na mão para garantir que a massa estava no ponto que eu queria. Faça uma bola, coloque em uma vasilha, tampe com filme plástico e deixe crescer por duas horas ou até dobrar de volume.

Ingrediente para o recheio:

1 1/2 xícara de açúcar mascavo

1 1/2 colher (sopa) de canela

1 colher (café) bem rasa de sal

50g de manteiga

Nozes a gosto (usei 100g)

Misture o açúcar com a canela, sal e as nozes e reserve. A manteiga deve ficar em temperatura ambiente.

Montagem:

Depois de a massa crescer, estique-a fazendo um quadrado usando um rolo. Não deve ser de espessura nem muito fina nem grossa – para ficar na espessura que queria usei minha bancada toda, hehehe. Depois de esticada espalhe a manteiga do recheio por toda a superfície da massa e polvilhe a mistura de açúcar mascavo por cima.

cinnamon rolls 1

Enrole como rocambole. Corte em oito pedaços iguais e disponha-os em um tabuleiro redondo untado e enfarinhado. Tampe com filme plástico e deixe crescer por uns 40 minutos. Lembre-se de deixar espaço entre os rolos porque eles ainda vão crescer bastante:

cinnamon rolls 2

Asse em forno pré-aquecido em 180ºC até corar (no meu foi menos de 40 minutos).

cinnamon rolls 4

O pão é super fofinho e o açúcar mascavo é o complemento perfeito.  As gordices podiam ser menos gostosas né… A manteiga não fez nem escala, foi direto pro pneu que vou gastar na academia amanhã 😉

Escrevendo Abobrinhas no jornal O Tempo

Alguns dias atrás a repórter Aline Gonçalves do jornal O Tempo, aqui de Belo Horizonte, me procurou para fazer uma entrevista comigo.  A matéria é sobre blogs de culinária e foi publicada dia 23 do mês passado, mas foi só hoje que eu vi.

Eu estou lá no finalzinho…

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Todo mundo é capaz de lembrar daquele caderno de receitas, meio velho, meio aconchegante, ao qual a avó, a tia ou a mãe volta e meia recorria pra se lembrar de um prato ou pra anotar uma novidade. Ainda que essa prática felizmente ainda venha sendo preservada por algumas pessoas, é cada vez mais comum que uma outra muito similar, mas também com vários aspectos diferentes, ganha adeptos: a dos blogs de receitas. A semelhança entre o tradicional caderno é obvia: os dois tratam do registro da história culinária de famílias. A grande diferença, no entanto, é que agora esses pratos são partilhados com pessoas que vão muito além dos vizinhos e parentes, por gente que jamais imaginou ficar conhecida pelo trabalho na cozinha. “Eu comecei sem muita pretensão, queria registrar as receitas que inventava para conseguir reproduzi-las depois, já que eu nunca anotava nada”, conta a psicóloga por formação Tatiana Romano. O blog dela, o Panelaterapia criado em 2009, é hoje referência na área e alcança a marca de 1,2 milhão de visualizações de páginas por mês.

Tatiana, que nunca fez um curso de gastronomia, conta que seu interesse pela cozinha começou na adolescência, quando criava versões para o tradicional macarrão instantâneo. Porém, quando percebeu que o número de acessos ao blog crescia exponencialmente, resolveu investir. “Estudei sobre mídias digitais, fotografia, comprei equipamentos melhores: busco ser merecedora do sucesso que o Panelaterapia atingiu”, diz.

Ao enumerar esses aspectos, Tatiana observa que a questão da apresentação dos pratos influencia diretamente no sucesso da receita assim como a estratégia de escolha do que coloca no blog (ela evita, por exemplo, incluir receitas parecidas em sequência). Recentemente, o alcance das redes sociais mudou a relação com os leitores, já que há mais possibilidades, segundo ela, para conversar e responder dúvidas.

As estratégias que Tatiana utiliza não diferem daquelas de quem começou a bem menos tempo a comandar blogs de culinária, como as do casal Lígia Marcondes e Gladstone Campos. Ele, fotógrafo profissional há mais de 30 anos, reforça exatamente a questão da imagem para o sucesso e conta que seu trabalho na área de gastronomia, em revistas como a “Gula”, foi um dos incentivos para montar o Entre Pratos e Copos” há menos de um ano

“Antes de ir pra ‘Gula’, nunca tinha fotografado comida, mas comecei a me dedicar, estudar e entendi o processo. Há seis anos, conheci a minha atual esposa que gosta muito de cozinhar. Ela tem formação em história e trabalhava com designer de interiores. Há uns dois anos, Lígia quebrou o braço e resolveu passar todas as receitas para o computador, porque não conseguia desenhar”, conta ele. Como as fotos dessas receitas já estavam em mãos, os dois fizeram um livro, mas perceberam que seria muito caro editá-lo e comercializá-lo. Foi então que surgiu a ideia do blog. “Ter um blog é muito prático e barato. Hoje, temos posts
com mais de 5.000 acessos num dia”, revela Gladstone.

O sucesso imediato levou a cozinheira da dupla a se enveredar por uma área que ela nunca dominou: a dos doces, para atender aos pedidos que chegam, principalmente, via Facebook. “Eu faço o que tenho vontade, mas o blog tem uma sequência com entradas, pratos principais e sobremesas. Como eu não como doces, nunca fui de fazer nada especial até porque doce exige precisão. Agora, com a prática, estou ficando dez”, se diverte. Os doces, na visão de Gladstone, também têm um apelo visual maior. “Nosso campeão de acessos é uma mousse. Qualquer coisa com chocolate ‘bomba”, diz.

Para conseguir uma concretização maior do blog, Lígia também revela que procura fazer cursos com chefs e conta outro ponto fundamental: “O importante do blog é alimentá-lo sistematicamente; não pode pensar ‘ah, vou viajar, depois atualizo”.

Autora do blog Escrevendo Abobrinhas, a mineira Manoela Vianna também aponta a importância de atualização periódica e de buscar conhecimento para não perder o público. “Recentemente fiz um curso de pães, roscas e biscoitos porque senti a necessidade de profissionalizar mais o blog. Pretendo fazer outros ano que vem”, diz.

Para ela, é fundamental, ainda, apresentar receitas fácies e práticas, que condizem com o ritmo de vida atual. “Eu trabalho, fico muito tempo no trânsito, cuido da casa, do marido, lavo roupa. Como a maior parte dos meus leitores, quero algo que pode ser feito rápido e que seja gostoso”, explica.

No entanto, quando começou o blog, há pouco mais de um ano, sua preocupação maior era apenas resgatar as receitas que a mãe preparava e partilhá-las com as amigas. “Elas viviam me pedindo as receitas da minha mãe para fazer em casa, como surpresa para os maridos. Achei mais fácil fazer um blog para que elas pudessem ver os ingredientes e o modo de preparo”, conta.

A matéria você encontra  AQUI.

Pão de batata

Esse foi um dos pães mais fofinhos que já experimentei. A receita, claro, foi do querido curso de pães… Fiz para lanche com uns amigos e cada uma das lindas bolinhas fofinhas sumiu em menos de 30 minutos.

Ingredientes:

500g de batata cozida e amassada

2 ovos

50ml de óleo

20g de açúcar refinado

10g de sal

15g de fermento biológico fresco para pão

500g de farinha de trigo

Depois de cozinhar e amassar as batatas (como se fosse para purê), deixe-as esfriar por alguns minutos. Quando estiverem mornas, quase frias, acrescente os ovos, o açúcar, o sal e o óleo. Misture bem com uma colher de pau. Acrescente o fermento e misture novamente. Acrescente a farinha aos poucos e vá misturando. Quando ficar difícil de misturar com uma colher, despeje em uma bancada de comece a sovar. Eu não usei a farinha toda e sovei bastante até a massa ficar lisa. Pode ser um pouco mole, assim o pão fica bem fofinho. Divida a massa em pedaços de 40g (usando uma balança) e boleie-os (veja como aqui). Disponha-os em um tabuleiro grande untado e enfarinhado, tampe com um filme plástico e deixe crescer até dobrarem de tamanho.

*Se você quer que eles cresçam mais rápido, coloque o tabuleiro dentro do forno desligado e coloque uma vasilha com água morna na prateleira de baixo.*

Asse em forno pré-aquecido em 180C por 25  minutos ou até corarem por cima.

Lombo recheado + geleia de pimenta

Esse foi um prato que eu fiz para participar de um concurso de Portugal que, infelizmente, não ganhei. Era para fazer um prato com uma comida tradicional portuguesa com um toque da região que você mora. Minha ideia foi usar o lombo recheado (que passou a noite em uma marinada que, de acordo com minha avó, é super portuguesa) junto com a geleia de pimenta, para dar aquele toque de Minas.  Os legumes e a carne foram assados juntos, todos na marinada, para ter aquele sabor de vinho no prato todo.

De acordo com o maridão, eu ganhei todos os concursos porque ele AMOU o lombo com a pimenta :).

Ingredientes para carne+marinada:

400g de lombo suíno

1 linguiça portuguesa

200ml de vinho branco seco

1 cebola média (partida em quatro)

1 colher (sobremesa) de tempero de alho caseiro

1 colher (sobremesa) de páprica doce

2 pimentas dedo-de-moça

1 colher (café) de sal

2 folhas de louro

Bater os temperos com o vinho  com um mixer ou no liquidificador. Em um saquinho plástico ou vasilha colocar esse molho junto com o pedaço de lombo, já recheado com a linguiça. Deixar na geladeira de um dia pro outro.

*Para rechear o lombo:  com uma faca afiada faça um furo no lombo, na forma de comprimento. Gire a faca para alargar. Nesse furo introduza o pedaço de linguiça até quando der. Corte o pedaço que sobrar.

Legumes:

2 batatas médias picadas em quatro

2 cenouras picadas em quatro

1 talo de alho poró picado em duas partes

4 dentes de alho com casca

1 cebola picada em quatro

Em um tabuleiro disponha o lombo recheado, as batatas, cenouras, o alho poró, os dentes de alho e a cebola. Despeje a marinada por cima, tampe com papel alumínio e asse em forno pré aquecido em 180°C por uma hora ou até que a carne esteja bem assada.Geralmente os legumes assam primeiro: se isso acontecer, tire os legumes e volte com a carne ao forno até ficar bem assada.

Geleia de pimenta (receita adaptada do adorável Pitadinha):

1 maçã

2 pimentas dedo-de-moça

Suco de duas a três laranjas

1 xícara de açúcar

Descasque a maçã e rale em um ralador fino. Pique duas pimentas sem as sementes.  Em uma panela, misture a maçã ralada, as pimentas picadas, o suco das laranjas e o açúcar. Ferver por 10 minutos ou até o açúcar derreter por completo.Deixe esfriar para servir.

Montagem:

Corte o lombo em fatias e disponha em uma travessa com os legumes assados. Espalhe a geleia de pimenta por cima.

Pão sírio caseiro

Engatei a primeira e estou a todo vapor na fabricação de pães aqui em casa. Depois de uma tentativa frustrada,  não teve espaço para errar de novo. Esse pão sírio é a coisa mais linda do mundo para servir para vistas. Ele fica em um tamanho ótimo para comer com um patê. Mesmo com várias etapas, achei essa massa a mais fácil de ser sovada.

Sei que de fato este NÃO é um pão sírio porque tem fermento, mas esses pães ficam iguais aqueles pães sírios de supermercado, os menorzinhos.

Ingredientes:

500g de farinha de trigo

10g de sal (ou uma colher de sopa rasa)

20g de fermento biológico fresco ou mais ou menos 8g de fermento biológico seco

25g de açúcar

300ml de água em temperatura ambiente

40g de manteiga (em consistência tipo pomada)

Primeiro misture quase toda a farinha, o sal, o fermento e o açúcar. Não coloque a farinha toda porque não sabemos se vai precisar de tudo – tem farinhas que absorvem mais água e outras menos. Acrescente a água aos poucos e a manteiga, misturando com uma colher. Quando começar a ficar difícil de misturar, despeje em um bancada e sove a massa até ela ficar lisa (veja como sovar massa -> aqui).  Essa é uma massa mais suave e, por isso, não precisa sovar tanto.

Coloque a massa em uma vasilha, tampe com um papel filme e deixe descansar por 30 minutos. Depois corte a massa em pedaços de 30g (use a balança para deixá-los iguais) e boleie os pedaços  (veja como -> aqui). Disponha-os na bancada mesmo (que deve ser untada com óleo), tampe-os com papel filme e deixe crescer por mais 30 minutos.

Depois de crescidos, hora do modelar. Espalhe bastante farinha na bancada e passe a bolinha nessa farinha. Com o rolo de massa estique a bolinha apenas usando o peso do rolo, formando um disco. Disponha-os em um tabuleiro de pizza, de borda bem baixa. Isso é importante para que os pães assem por igual. Se você não tiver um de pizza, use um tabuleiro ao contrário e coloque os discos em cima.

Coloque para assar em um forno pré-aquecido em 200ºC por mais ou menos 10 minutos. Os pães não vão corar, eles devem ficar branquinhos mesmo. Infelizmente eu distraí por dois minutos e eles coraram no fundo.

Depois de assado coloque os discos AINDA QUENTES dentro de um saco plástico. Isso é imprescindível para que o pão não vire uma pedra. Deixe-os esfriar dentro dos saquinhos mesmo.

Olha só que lindinhos que ficaram! E a fofura?

O patê que usei vem em um próximo post 🙂

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