Ta faltando dar uma satisfação…

Pelo que vocês estão vendo, há muitos dias que eu não posto no blog. Essas últimas semanas tem sido uma loucura e minha rotina mudou completamente – não só por causa do  novo emprego.

Daqui uns dias eu posso explicar tudo com detalhes, mas envolve mudar de apartamento e otras cositas más. Quem viver verá! 😀

É só uma pausa, acho que daqui umas semanas eu já estou de volta.

pause

Bjos!

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Uma pequena pausa

chile

Queridos, até o dia 26 o blog não terá receitas novas porque esta pessoa que vos fala vai (finalmente!!!!) passear um pouco com o maridão em terras sul-americanas. Não deixei posts programados porque acho estranho o blog postar “sozinho”. Acho que vi Matrix demais na adolescência ou não aderi tanto à modernidade da blogosfera quanto pensava. Enfim.

Vou ali no Chile e já volto tá? Quando chegar, prometo fotos lindas e comidas incríveis, pode ser?

Bjos!

Uma frustração: pão de forma da Palmirinha

pao de forma Palmirinha

Eu tenho uma certa dificuldade em aceitar erros no que se diz à minha comida. Fico extremamente frustrada quando uma receita não sai do jeito que eu quero ou quando simplesmente sai errado (afinal de contas, minha experiência culinária não é tão vasta). Mas acho que isso não é só comigo certo?

Já disse que gosto da fofura do programa da Palmirinha, mas são raras as receitas que faço dela. Sempre são coisas que eu aprendi da minha avó, por isso preferi ligar para ela e, além de dar uma alô para Dona Celeste, ela me explica a receita na maior paciência.

Mesmo contra meu instinto e contra algumas regras que aprendi no curso de pães, resolvi testar essa pão que vi na Palmirinha. Talvez vocês já tenham visto. Não acho que o pão em si é ruim, mas acho que os cálculos do ingredientes COM CERTEZA estavam errados. Vou colocar a receita e as minhas correções em vermelho para torná-la mais correta. Vou esperar minha raiva passar e daqui uns dias eu tento novamente.

Ingredientes:

1 xícara de leite morno

2 ovos

1/2 xícara de óleo

3 colheres (sopa) de açúcar

1 colher (café) de sal

2 tabletes de fermento para pão Usar somente 1 tablete

3 xícaras de farinha de trigo Usar 3 1/2

Bater no liquidificador o leite, os ovos, o óleo, o açúcar, o sal e o fermento.Eu prefiro misturar à mão, porque quando batemos o fermento no liquidificador ele perde um pouco da eficácia. Despeje a mistura em uma vasilha e acrescente a farinha aos poucos, misturando bem. A massa fica bem mole. A Palmirinha despejou em uma forma para pão de forma – depois só no site que vi em duas formas (veja AQUI). Coloquei em uma forma só e adivinha? O pão cresceu demais (por causa da quantidade irreal de fermento) e foi despejando pros lados, sujando tudo. Mesmo assim, resolvi assar. O pão até que ficou bonito, mas ficou com um gosto forte de fermento terrível. Além disso, ficou “aerado” demais, quase impossível de cortar porque ficava desmanchando na mão. Foi um custo cortar direito para fazer a foto do post!

Vou achar uma receita boa de pão de forma para vocês e posto daqui uns dias viu?

Escrevendo Abobrinhas no jornal O Tempo

Alguns dias atrás a repórter Aline Gonçalves do jornal O Tempo, aqui de Belo Horizonte, me procurou para fazer uma entrevista comigo.  A matéria é sobre blogs de culinária e foi publicada dia 23 do mês passado, mas foi só hoje que eu vi.

Eu estou lá no finalzinho…

imagem
Todo mundo é capaz de lembrar daquele caderno de receitas, meio velho, meio aconchegante, ao qual a avó, a tia ou a mãe volta e meia recorria pra se lembrar de um prato ou pra anotar uma novidade. Ainda que essa prática felizmente ainda venha sendo preservada por algumas pessoas, é cada vez mais comum que uma outra muito similar, mas também com vários aspectos diferentes, ganha adeptos: a dos blogs de receitas. A semelhança entre o tradicional caderno é obvia: os dois tratam do registro da história culinária de famílias. A grande diferença, no entanto, é que agora esses pratos são partilhados com pessoas que vão muito além dos vizinhos e parentes, por gente que jamais imaginou ficar conhecida pelo trabalho na cozinha. “Eu comecei sem muita pretensão, queria registrar as receitas que inventava para conseguir reproduzi-las depois, já que eu nunca anotava nada”, conta a psicóloga por formação Tatiana Romano. O blog dela, o Panelaterapia criado em 2009, é hoje referência na área e alcança a marca de 1,2 milhão de visualizações de páginas por mês.

Tatiana, que nunca fez um curso de gastronomia, conta que seu interesse pela cozinha começou na adolescência, quando criava versões para o tradicional macarrão instantâneo. Porém, quando percebeu que o número de acessos ao blog crescia exponencialmente, resolveu investir. “Estudei sobre mídias digitais, fotografia, comprei equipamentos melhores: busco ser merecedora do sucesso que o Panelaterapia atingiu”, diz.

Ao enumerar esses aspectos, Tatiana observa que a questão da apresentação dos pratos influencia diretamente no sucesso da receita assim como a estratégia de escolha do que coloca no blog (ela evita, por exemplo, incluir receitas parecidas em sequência). Recentemente, o alcance das redes sociais mudou a relação com os leitores, já que há mais possibilidades, segundo ela, para conversar e responder dúvidas.

As estratégias que Tatiana utiliza não diferem daquelas de quem começou a bem menos tempo a comandar blogs de culinária, como as do casal Lígia Marcondes e Gladstone Campos. Ele, fotógrafo profissional há mais de 30 anos, reforça exatamente a questão da imagem para o sucesso e conta que seu trabalho na área de gastronomia, em revistas como a “Gula”, foi um dos incentivos para montar o Entre Pratos e Copos” há menos de um ano

“Antes de ir pra ‘Gula’, nunca tinha fotografado comida, mas comecei a me dedicar, estudar e entendi o processo. Há seis anos, conheci a minha atual esposa que gosta muito de cozinhar. Ela tem formação em história e trabalhava com designer de interiores. Há uns dois anos, Lígia quebrou o braço e resolveu passar todas as receitas para o computador, porque não conseguia desenhar”, conta ele. Como as fotos dessas receitas já estavam em mãos, os dois fizeram um livro, mas perceberam que seria muito caro editá-lo e comercializá-lo. Foi então que surgiu a ideia do blog. “Ter um blog é muito prático e barato. Hoje, temos posts
com mais de 5.000 acessos num dia”, revela Gladstone.

O sucesso imediato levou a cozinheira da dupla a se enveredar por uma área que ela nunca dominou: a dos doces, para atender aos pedidos que chegam, principalmente, via Facebook. “Eu faço o que tenho vontade, mas o blog tem uma sequência com entradas, pratos principais e sobremesas. Como eu não como doces, nunca fui de fazer nada especial até porque doce exige precisão. Agora, com a prática, estou ficando dez”, se diverte. Os doces, na visão de Gladstone, também têm um apelo visual maior. “Nosso campeão de acessos é uma mousse. Qualquer coisa com chocolate ‘bomba”, diz.

Para conseguir uma concretização maior do blog, Lígia também revela que procura fazer cursos com chefs e conta outro ponto fundamental: “O importante do blog é alimentá-lo sistematicamente; não pode pensar ‘ah, vou viajar, depois atualizo”.

Autora do blog Escrevendo Abobrinhas, a mineira Manoela Vianna também aponta a importância de atualização periódica e de buscar conhecimento para não perder o público. “Recentemente fiz um curso de pães, roscas e biscoitos porque senti a necessidade de profissionalizar mais o blog. Pretendo fazer outros ano que vem”, diz.

Para ela, é fundamental, ainda, apresentar receitas fácies e práticas, que condizem com o ritmo de vida atual. “Eu trabalho, fico muito tempo no trânsito, cuido da casa, do marido, lavo roupa. Como a maior parte dos meus leitores, quero algo que pode ser feito rápido e que seja gostoso”, explica.

No entanto, quando começou o blog, há pouco mais de um ano, sua preocupação maior era apenas resgatar as receitas que a mãe preparava e partilhá-las com as amigas. “Elas viviam me pedindo as receitas da minha mãe para fazer em casa, como surpresa para os maridos. Achei mais fácil fazer um blog para que elas pudessem ver os ingredientes e o modo de preparo”, conta.

A matéria você encontra  AQUI.

Mini madeleines de baunilha com coração de geleia

Depois de ter feito a geleia de jabuticaba (veja o post aqui) fiquei imaginando em que sobremesa poderia usá-la. O post também bombou (deu quase mil acessos) e por isso resolvi fazer um docinho com ela. Foi então que lembrei do livro que ganhei da Cooklovers de mini madeleines, que tinha uma receita com esse nome tão delicado: coração de geleia. Essa madeleine desmancha na boca e o gostinho de geleia é o toque final para uma sobremesa que acaba tão rápido…

Ingredientes:

2 ovos

150g de açúcar

125g de manteiga

2 colheres (sopa) de leite

1 colher (café) de extrato de baunilha

150g de farinha peneirada

1 colher (café) de fermento químico em pó

Geleia de jabuticaba (ou da fruta que você preferir)

Bata na batedeira os ovos com o açúcar até virar um creme branco. Acrescente a manteiga, o leite e a baunilha e deixe bater bem.  Acrescente a farinha aos poucos e adicione o fermento por último. Deixe a massa descansar por pelo menos 30 minutos da geladeira.

Para colocar a massa nas forminhas, preferi usar um saco de confeiteiro. Achei bem mais fácil de colocar do que com uma colher. Faça como você achar mais fácil. Coloque só um pouquinho de massa no fundo das forminhas, acrescente um pouquinho de geleia e tampe com mais massa. Lembre de não psssar muito da altura da forminha- a primeira fornada deu mais ou menos errado porque as mini madeleines viraram “madelãos” e ficaram feias. Na segunda eu já peguei o jeito e ficaram bem menores, do jeito que devia ser.

Do livro Mini Madeleines, que você encontra para comprar aqui.

Um (quase) desastre: salame de chocolate

Eu tinha preparado na minha cabeça um super post falando de como a cozinha pode ser prática se você tiver os utensílios corretos. Isso porque comprei um mixer novo e queria uma super receita para estreá-lo.

A verdade é que a receita é bem fácil, mas acho que estou em uma maré esses dias. Vai chegando o final do ano e vou ficando cada vez mais cansada e isso reflete diretamente na cozinha. Me queimo, derrubo as coisas pelo chão, esqueço de comprar ingredientes… Hoje foi um dia típico desastrado e confuso e já vou explicar o porquê.

A receita é tipicamente portuguesa – achei em um blog português, o Pão, bolos e cia. Adaptei os ingredientes e usei o vinho do porto que ganhei do maridão, que fez toda a diferença no final.

Ingredientes:

1 pacote de biscoito Maria (200g)

150g de manteiga

150g de açúcar

150g de cacau em pó

2 ovos

1 colher (sopa) de vinho do porto

Quebre os biscoitos em pedaços grandes e reserve (pode usar as mãos para quebrar mesmo). Em uma panela, misture a manteiga e o açúcar e deixe em fogo baixo até o açúcar dissolver completamente. Bom, o tal do açúcar não dissolvia nunca e resolvi deixar com alguns carocinhos mesmo. Tire do fogo e deixe esfriar por alguns minutos. Usando o batedor de claras do mixer (ou uma colher mesmo, se você não tiver) misture bem enquanto você acrescenta aos poucos o cacau em pó.  Deixe esfriar mais um pouco. Bata os ovos com um garfo e acrescente aos poucos à mistura de chocolate misturando bem.

Agora que começou a bagunça.

Eu resolvi segurar o mixer com uma mão e com a outra despejar os ovos batidos. A mistura já estava morna, então achei que daria certo.  Na hora que despejei o ovo a mistura endureceu em um segundo e, como não estava segurando a vasilha, ela rodou e espalhou chocolate por toda a cozinha. Fechei os olhos e respirei fundo. A vontade era de chorar, de verdade. Quando abri os olhos, avaliei o estrago rapidamente, segurei a vasilha e continuei batendo. Rapidinho ficou mole novamente e virou um creme lindo. Acrescentei o vinho do porto, misturei bem e adicionei os biscoitos picados.

Peguei a colher e a raspadeira, sentei no sofá e, enquanto experimentava um pouco do chocolate, fui pensar por alguns minutos como ia limpar a bagunça enoooorme que ficou na cozinha. Recolhi força e lá fui eu nos meus 30 minutos na faxina.

Despejei a mistura em um pedaço de papel manteiga untado e arrumei com a raspadeira para formar um cilindro. Enrolei (o papel manteiga é como se fosse a “tripa” do salame), ajeitei mais um pouco e deixei no congelador por umas três horas, que foi o suficiente para deixar bem firme.

Sinceramente, eu achei um pouco doce mais, meio enjoativo. Mas acho que a faxina atrapalhou meu julgamento porque o maridão adorou…

Torta prestígio para Francisco

Altos e baixos. Curvas e retas. Acho (ou melhor, tenho certeza) que todo mundo passa por fases na vida. Depois de passar por alguns baixos, o resultado da ansiedade e do nervosismo exagerado veio o resultado: gastrite nervosa aguda. Já alguns dias que não me sentia muito bem e tudo, TUDO que estava comendo me fazia mal. O médico passou alguns remédios que estão ajudando, mas ainda não consigo comer sem sentir indigestão. Para uma cozinheira isso é o cúmulo da frustração. Fiquei até desanimada essas últimas duas semanas de postar porque não podia dizer exatamente se o que eu fiz estava bom mesmo – porque na verdade estava me fazendo mal.

Mesmo com o desconforto estomacal, passei o feriado de finados na cozinha para presentear minha querida irmã Sara, que fez aniversário no último dia 31. Tinha um almoço na casa da nossa mãe e me prontifiquei a fazer a sobremesa, que seria uma torta de prestígio. Você deve estar se perguntando: “mas Manoela, não é para o Francisco?”. Francisco é meu querido sobrinho, filho dessa irmã, que está com singelos dois meses de vida.

Ela me pediu para fazer uma receita para ele no blog, mas gostaria de dedicar essa receita para ela. Nós temos personalidade muito diferentes (para não dizer opostas) e quando éramos adolescente brigávamos muito. Foi só depois de nós duas casarmos e morarmos em casas separadas é que eu percebi que devo muita coisa à ela. Foi ela que me ensinou a maquiar, a me vestir, a tirar fotografia, a arrumar meu cabelo e, principalmente, a ser mais forte.

À minha querida irmã, que nunca desistiu de mim, como eu não desisti desse bolo. Depois de errar a receita do bolo duas vezes, me mantive na linha e fiz mais duas vezes. Porque vida de cozinheira (e de irmã) é assim mesmo né? A gente briga mas, no final das contas, a gente se ama ainda mais.

Ingredientes para o bolo:

4 ovos (4 gemas + 4 claras)

7 colheres (sopa) rasas de açúcar

8 colheres (sopa) BEM RASAS  de farinha de trigo (na primeira receita eu fiz com colheres cheias e, claro, foi um desastre – o bolo virou uma pedra)

4 colheres (sopa) BEM RASAS de cacau em pó

1 pitada de sal

1 colher (sopa) de fermento em pó

Separar todos os ingredientes antes de começar a receita. Ligue o forno em 180ºC e unte um tabuleiro redondo de tamanho médio. Esse bolo é feito bem rápido e é melhor usar uma batedeira planetária. Peneire a farinha com o cacau, o sal e o fermento. Depois bata as claras em neve. Quando estiverem bem firmes, vá acrescentando o açúcar aos poucos. Depois, acrescente as gemas, uma a uma. Vai ficar como uma espuma amarelinha. Deixe bater por mais uns dois minutos. Desligue a batedeira e acrescente a farinha aos poucos, misturando delicadamente com a espátula. A massa é como uma espuma firme mesmo. Despeje no tabuleiro e ajeite a massa para ficar bem retinha. Asse por 15 minutos ou menos (assa rapidinho se o forno estiver bem quente).

Retire do forno, deixe esfriar por alguns minutos e retire do tabuleiro. Quando esfriar, corte o bolo ao meio usando uma faca de serra bem grande. Reserve. (Essa parte parece fácil mas sofri para cortar na metade certinho. Tive que remendar depois..)

Repita a receita e faça mais um bolo. Vamos usar quatro partes de bolo para fazer a torta. Eu fiz separado porque não tenho muita prática com tortas. Se você for como eu, faça de duas vezes ok? Reserve os bolos cortados.

Ingredientes para o recheio de coco (fazer no dia anterior à montagem):

2 latas de leite condensado

2 latas de leite

300g de coco ralado (úmido e adoçado)

4 colheres (sopa) rasas de amido de milho

Em uma panela despeje as latas de leite condensado, uma lata de leite e 200g do coco ralado. Ligue em fogo alto e vá misturando até que ferva. Quando ferver, acrescente o amido de milho dissolvido na lata de leite que sobrou. Continue misturando, agora com fogo baixo, porque de repente vai firmar. Deixe cozinhar por mais alguns minutos. Esse recheio deve estar firme, mas não duro. Quando desligar o fogo acrescente o restante do coco. Deixe esfriar de um dia para outro na geladeira.

Ingredientes para a calda (para a torta ficar “molhadinha”)

1/2 copo americano de açúcar

1 copo americano de água

3 cravos

2 paus de canela

Coloque todos os ingredientes em uma panela e deixe ferver. Quando o açúcar dissolver, desligue o fogo e deixe esfriar.

Ingredientes para a cobertura:

400g de chocolate ao leite (ou 300g de ao leite + 100g de meio amargo)

1 caixa de creme de leite

Derreta o chocolate em banho maria ou no microondas. Acrescente o creme de leite e misture bem. Deixe esfriar na geladeira por alguns minutos (não deixe muito para que não endureça).

Montagem:

Retire o recheio da geladeira alguns minutos antes de usá-lo. Divida em três partes.

Para o bolo ficar firme enquanto você monta, minha sogra (essa receita é dela) me deu uma dica ótima. Vamos montar o bolo dentro do tabuleiro que usamos para assá-lo. Forre o tabuleiro com um saquinho plástico (usei papel manteiga e não foi bom, porque ele começou a desintegrar com a umidade depois de um tempo) e coloque a primeira metade do bolo.

Umedeça o bolo com a calda de açúcar usando um pincel culinário. Coloque 1/3 do recheio de coco e espalhe bem.

Coloque a outra metade do bolo, umedeça com a calda e coloque o segundo terço do recheio. Tampe com mais uma metade do bolo, umedeça e coloque o restante do recheio. Tampe o a última metade do bolo e umedeça com a calda novamente. Deixe esse bolo, dentro do tabuleiro, na geladeira algumas horas para firmar.

Na hora de servir, tire o bolo do tabuleiro (ele vai estar bem firme, não vai desmontar) e corte as laterias para acertar. Faça a cobertura e espalhe por cima e nas laterais com uma espátula.

Ufa! No final das contas, gastei três dias para fazer o bolo. Na quinta fiz o recheio. Na sexta fiz os bolos e montei. No sábado coloquei a cobertura. E também foi no sábado ele  acabou em minutos 🙂

Um motivo nobre para sumir: curso de pães!

Blog de receita, ao contrário do que muitos pensam, dá uma trabalheira danada. Entre pesquisar, ler e fazer a comida, tem muito trabalho no meio. Não dá para postar qualquer coisa, ainda mais que muita gente copia exatamente as dicas do blog. Comida é coisa séria. Mas também gente, vamos combinar,  quem gosta de comer comida ruim? É pior ainda quando você copiou a receita de alguém que disse que deu “super certo” e na hora H o treco da todo errado e você acaba com uma gororoba no prato e muita raiva do bendito que postou/indicou a receita sem testar. Já aconteceu comigo, infelizmente.

Por isso que essa semana vou fazer um delicioso curso de Pães, roscas e biscoitos. Mesmo achando que o que minha mãe me ensinou me deu uma boa bagagem, aprender nunca é demais né? Ainda mais que acho que cursos sempre dão ideias novas, receitas inéditas, etc. Esse é mais um passo para deixar o blog cada vez melhor para vocês, meus queridos leitores. E até minha mãe, que eu acho que é a melhor cozinheira do mundo, fez 32 cursos nessa área (sério!!).

O curso que vou fazer é no SENAC – BH, na área de hospitalidade. É de 20 horas, então, entre trabalhar 7h por dia e sair correndo pro curso (4h por dia),  além do tempo gasto no trânsito, vai sobrar pouco tempo para cozinhar. E sem cozinhar, sem receitas novas 😦

Prometo que vai valer a pena. Assim que terminar o curso, vou rechear o blog de coisas novas que vou aprender por lá.

**Tem vários outros pequenos cursos lá no SENAC aqui de BH, dá uma olhada AQUI. Se você quiser, tem em outras cidades também. Fuça ai 🙂

Ajude um blog de gastronomia no TOP BLOG 2012

Olá meus queridos leitores,

depois de mais de um ano de muitas receitas (e alguns desastres) vou concorrer à quarta edição do prêmio TOP BLOG 2012, na categoria de Gastronomia. Esse prêmio é um reconhecimento a todos os blogs feitos por brasileiros e é uma forma de mostrar que os blogueiros tem valor. Muito dos blogs que estão participando (como o Escrevendo Abobrinhas) não tem patrocínio e por isso precisam tanto desse tipo de reconhecimento. O prêmio não é em dinheiro – os vencedores ganham um troféu e e um selo que confirma a preferência dos leitores.

A primeira etapa do prêmio é feita por votação popular, ou seja, voto de vocês meus leitores! Para votar é só clicar aqui ou no banner do TOP BLOG (que está à  direita do blog) e votar pelo Facebook, Twitter ou e-mail. É super fácil e rápido.

Muito obrigada!! Conto com vocês!!!!

Brownie e mais um dos meus desastres culinários

Já disse que adoro pesquisar muito sobre uma receita antes de fazê-la. Dicas nunca são demais. Estava com muita vontade de fazer um brownie e resolvi ir no original: achei uma receita que foi publicada em 1911 e é considerada uma das receitas originais de brownie.

A receita está aqui -> Boston Cooking School Brownies. Eu fiquei meio desconfiada pelos ingredientes, mas a foto tava tão bonita que resolvi testar. O problema é que fala na receita que o tempo no forno é de mais ou menos 60 minutos. Pus o trem no forno e fui ver TV. Só que com 40 minutos o tal do brownie já tinha virado uma pedra e tava quase queimando.

 

Quando vi o desastre não tive coragem de jogar fora porque os ingredientes são muito caros. Tive então uma idéia: bater tudo no processador e fazer uma farofa de brownie. Depois eu resolvia o que fazer com ele.

Foi então que meu marido me deu a idéia de comermos com sorvete. Chamei uns amigos aqui em casa e o resultado? O melhor sorvete com cookies que já comi 🙂

Para você que ficou curioso com a receita, ai vai:

150g de manteiga sem sal

200g de chocolate meio amargo

2 xícaras de açúcar

2 ovos batidos

1 xícara de nozes picadas

1 xícara de farinha

Derreter em banho-maria o chocolate com a manteiga. Tirar do calor e misturar o açúcar e as nozes. Acrescente os ovos batidos e a xícara de farinha, sempre misturando muito. Despeje em um tabuleiro pequeno, forrado com papel manteiga untado com manteiga. Asse em forno pré-aquecido em 180ºC por 30 minutos, ou até quando o palito sair limpo.

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