Sobre panquecas e interrupções

panqueca

Já pesquisei muito para achar uma receita de panqueca americana que me agradasse, mas sempre achei umas muito gordurosas ou com uma cara nada apetitosa. Essa receita foi uma surpresa ótima que tive na edição de maio da revista Casa&Comida.

Foi quase uma saga fazer essa foto pra colocar aqui no blog. Já estou ficando acostumada com as interrupções do Josué, mas hoje ele estava especialmente irritado. Ele tem uma rotina previsível até certo ponto (comer – brincar – dormir por uma hora) mas tem dias que o sono escapa ele tira apenas algumas sonecas de 30 minutos ou menos. Esses dias eu fico quase por conta dele, como hoje.

Estou ficando muito triste com algumas coisas que leio e ouço sobre mães por ai. Me espanta a facilidade que as mulheres tem em abrir mão de tudo pela sua vida profissional mas se sentem ressentidas pelo fato de ter que ficar em casa durante a licença maternidade. Por que é tão fácil deixar família, amigos, vida emocional de lado por um trabalho mas é quase deprimente quando você faz isso pela sua família?

Me lembro de uma vez que fui escalada pra trabalhar durante o natal (o feriado que mais amo). Passei a semana arrasada enquanto minha família pulava de almoço em almoço pelas casas dos meus tios e avós. Me prometi que nunca mais ia abrir mão das coisas que eu gosto pelos outros, por dinheiro ou sucesso profissional. O que adianta passar o natal sozinha dentro de uma redação?

Por outro lado, estou cada dia mais feliz e realizada por estar em casa, amamentando. O resultado é algo que carreira nenhuma nesse mundo vale: é ver o Josué cada dia mais gordinho, mais feliz e mais saudável graças ao meu leite. Essas interrupções são as mais valiosas.

Ingredientes:

1 xícara de leite

1 colher (sopa) de suco de limão

1 xícara de trigo

2 colheres (sopa) de açúcar

1 colher (sopa) de fermento químico em pó

1 ovo

1 colher (sopa) de manteiga derretida

Misture o limão com o leite e deixe descansar por 10 minutos. O suco de limão vai talhar o leite e deixá-lo com uma consistência mais grossa. Misture os ingredientes secos. Acrescente o ovo e a manteiga ao leite e misture na farinha com um fouet.

Aqueça uma frigideira com um pouco de óleo. Despeje uma concha da massa e espalhe formando um círculo. Quando começar a aparecer bolhas, vire a panqueca do outro lado com uma espátula. Aguarde alguns minutos e retire-a da frigideira.

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Subindo o Pico da Bandeira/MG

Como estou tirando aproximadamente umas 7 mil fotos do filhinho por dia (não resisto – é muita fofura pra um neném só) resolvi dar uma organizada nas minhas fotos aqui no meu pc. Acabei achando uma pasta da minha subida ao Pico da Bandeira ano passado e me perguntei porque raios eu não fiz um post sobre isso.

O Pico da Bandeira fica no Parque Nacional do Caparaó, na divisa entre os municípios de Ibitirama/ES e Alto Caparaó/MG. A ideia partiu de alguns amigos da minha igreja como uma programa para casais. Eu fui sozinha porque o maridão ama programa de índio, ainda mais envolvendo muito mato, mosquitos, poeira…

Se você quiser fazer a subida, eu vou dar algumas dicas valiosas que ajudam muito para os que não estão acostumados com esse tipo de passeio. Eu já fiz isso várias vezes, mas nunca nesse Pico.

Saímos da Belo Horizonte na sexta a tarde, por volta das 15h. Chegamos em Alto Caparaó por volta de 20h, fizemos uma janta reforçada e fomos dormir cedo. Esse é o ponto mais importante: vá um dia antes para descansar e alimentar bem. Ficamos em uma das pousadas que fica na porta do parque. Como já passou um ano, eu não lembro mais o nome.

No sábado, acordamos às 7h, tomamos um café e arrumamos as mochilas. Muita gente sobe no começo da noite para ver o sol nascer lá do pico, mas achamos melhor caminhar durante o dia e ver o pôr do sol. Se a caminhada já é MUITO  desgastante, imagina durante a noite? É muito importante que vc tenha uma resistência física mínima, pois o terreno da caminhada é em boa parte muito irregular e cheio de pedras, buracos, etc.

Pico da bandeira - 2013 (50)

Pico da bandeira - 2013 (51)

Pico da bandeira - 2013 (12)

São 7km até o pico, sendo que há um local descampado no meio do caminho para camping, o Terreirão. Lá também tem banheiros e bebedouros. Na ida paramos lá para “almoçar”, recarregar as garrafas e descansar um pouco.

Até o Terreirão a caminha é suportável, mais divertida do que desafiadora. A partir daí que o bicho pega: o restante até o pico são de morros e mais morros de pedra, que vc tem que quase escalar para continuar.

Chegamos no pico 30 minutos antes do sol se pôr. Tiramos muitas fotos, descansamos e passamos muito frio. Levei casaco, cachecol, gorro, calça… E ainda quase morri com o vento lá em cima. Dá para ir tranquilo de shorts e camiseta leve até o pé do pico, mas quando vc começa a subir vai ficando cada vez mais gelado. Lá no pico então…

Pico da bandeira - 2013 (67)

 

Pico da bandeira - 2013 (66)

Mas quando chega a hora do sol ir embora, vc esquece tudo que passou e fica lá, embasbacado. Coisa que sei que nunca mais verei na minha vida.

Pico da bandeira - 2013 (41)

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A volta é mais tranquila, já que é descida. O chato mesmo é que o Terreirão a noite fica um caos – todo mundo passa a noite lá pra subir o pico logo antes do sol nascer. E é uma bagunça generalizada, cheia de gente bêbada e todo o espaço tomado por barracas. Fizemos o pit stop em outro local. Não teve muito problema, porque tivemos que fazer várias pequenas paradas, porque estávamos todos muito cansados e com os pés no mínimo doloridos.

Chegamos na base do pico (o último ponto que é possível ir de carro, antes de começar a subir) lá pelas 20h. Encontramos algumas pessoas começando a subida. O melhor era a cara delas quando viam o nosso estado de exaustão e sujeira.

Quando chegamos, entramos no carro e fomos direto a um restaurante perto da pousada. Jantamos arroz, feijão, mandioca, ovo, carne, batata frita e Coca-Cola. Afinal, tínhamos que repor as energias certo?

Dormimos na pousada e voltamos para BH depois do café da manhã no domingo. Alguns casais ficaram pois no Parque tem algumas cachoeiras que dão pra visitar de carro.

Para quem gosta desse tipo de programa, é uma experiência única. Garanta também que vc vá em boa companhia, como eu 🙂

*O que levar:

– Lanches que não pesam e ajudam a subir a glicose: barra de cereais, chocolate, chips, pão. Levei três garrafas de isotônico, além da água

– Roupa de frio: tipo frio polar mesmo, porque quando vc chega no pico é um frio de lascar

– Esparadrapo e meias extras: para quem tem pés ossudos como eu, é indispensável. Fiquei com bolhas nos dois pés e, se não fosse o esparadrapo e a meia extra, nem sei se teria conseguido chegar no topo.

– É bom que vc tenha um tênis de boa qualidade, mas o ideal é usar mesmo aquelas botas de caminhada.

– Um “cajado”: me ajudou muito, porque o terreno é irregular e vc fica caindo nos buracos

– Boné, protetor solar, protetor labial e óculos escuros: para se proteger do sol

– Repelente: os bichinhos atacam no final da tarde

– Capa de chuva: não choveu enquanto estávamos lá, mas nunca se sabe né?

– LANTERNA: na volta, é quase impossível ver o caminho sem lanterna, mesmo com a luz da lua

Ta faltando dar uma satisfação…

Pelo que vocês estão vendo, há muitos dias que eu não posto no blog. Essas últimas semanas tem sido uma loucura e minha rotina mudou completamente – não só por causa do  novo emprego.

Daqui uns dias eu posso explicar tudo com detalhes, mas envolve mudar de apartamento e otras cositas más. Quem viver verá! 😀

É só uma pausa, acho que daqui umas semanas eu já estou de volta.

pause

Bjos!

Antes e depois: Bolo recheado com chocolate e nozes

bolo de chocolate e nozes

Gente, que saudade do blog! Essas duas semanas foram incrivelmente ocupadas e o tempinho que me restava eu tinha que arrumar a casa ou fazer uma jantinha para o maridão.

Na primeira semana eu fiz um curso de Preparo de Bolos e Tortas no SENAC. Foi no mesmo molde do de pães que fiz em novembro do ano passado. Para ser sincera eu gostei mais do de pães porque acho que me trouxe mais informações novas e técnicas que não sabia. O de bolos eu já tinha uma noção porque já tinha feito algumas tortas e todas as dicas que recebi lá já tinha ouvido da minha mãe ou da minha sogra. Mas eu também gostei porque conheci receitas bem diferentes e melhorei a técnica de montagem de bolos recheados.

No final de semana antes de eu começar a fazer o curso eu fiz um bolo recheado para meu aniversário (foi dia 24/07!!) e percebi que o meu jeito de fazer estava bem correto, com algumas modificações. Vou passar a receita que eu fiz com algumas considerações que recebi no curso e outras dicas valiosas. A base que usei foi um bolo que fiz para o aniversário da minha irmã, que está aqui.

bolo de chocolate e nozes 3

Ingredientes para o bolo (pão de ló de chocolate):

4 ovos (4 gemas + 4 claras)

7 colheres (sopa) rasas de açúcar

8 colheres (sopa) BEM RASAS  de farinha de trigo 

4 colheres (sopa) BEM RASAS de cacau em pó

1 pitada de sal

1 colher (sopa) de fermento em pó

Separar todos os ingredientes antes de começar a receita. Ligue o forno em 180ºC e unte um tabuleiro redondo de tamanho médio. Esse bolo é feito bem rápido e é melhor usar uma batedeira planetária. Peneire a farinha com o cacau, o sal e o fermento. Depois bata as claras em neve. Quando estiverem bem firmes, vá acrescentando o açúcar aos poucos. Depois, acrescente as gemas, uma a uma. Vai ficar como uma espuma amarelinha. Deixe bater bem por mais uns cinco minutos. Desligue a batedeira e acrescente a farinha aos poucos, misturando delicadamente com a espátula. A massa é como uma espuma firme mesmo. Despeje no tabuleiro e ajeite a massa para ficar bem retinha. Asse por 15 minutos ou menos (assa rapidinho se o forno estiver bem quente).

Retire do forno, deixe esfriar por alguns minutos e retire do tabuleiro. Quando esfriar, corte o bolo ao meio usando uma faca de serra bem grande. Reserve.

Observação importante: para o pão de ló perfeito, use um ovo para cada 25g de farinha e 25g de açúcar. O fermento é opcional porque se você bater bem os ovos, ele não será necessário. Antes eu não batia bem os ovos, o que deixava o bolo um pouco mais baixo.

Ingredientes para o recheio de chocolate (fazer no dia anterior à montagem):

1 1/2 latas de leite condensado

1 1/2 latas de leite

4 colheres (sopa) de cacau em pó

3 colheres (sopa) rasas de amido de milho

Em uma panela despeje as latas de leite condensado, uma lata de leite e o cacau em pó. Ligue em fogo alto e vá misturando até que ferva. Quando ferver, acrescente o amido de milho dissolvido no leite que sobrou. Continue misturando, agora com fogo baixo, porque de repente vai firmar. Deixe cozinhar por mais um minuto. Esse recheio deve estar firme, mas não duro. Deixe esfriar de um dia para outro na geladeira.

Ingredientes para o recheio de nozes (fazer no dia anterior à montagem):

1  lata de leite condensado

1 lata de leite

100g de nozes picadas grosseiramente

2 colheres (sopa) rasas de amido de milho

Em uma panela despeje a lata de leite condensado, 1/2 lata de leite e 1/3 das nozes. Ligue em fogo alto e vá misturando até que ferva. Quando ferver, acrescente o amido de milho dissolvido no leite que sobrou. Continue misturando, agora com fogo baixo, porque de repente vai firmar. Acrescente o resto das nozes e deixe cozinhar por mais um minuto. Esse recheio deve estar firme, mas não duro. Deixe esfriar de um dia para outro na geladeira.

Ingredientes para a calda (para o bolo ficar “molhadinho”):

1/2 copo de leite

3 colheres (sopa) de licor de cacau

Essa calda é para molhar o bolo, mas fique atenta porque bolo molhado demais pode desmontar. É só para o pão de ló não ficar muito seco.

Ingredientes para a cobertura:

400g de chocolate ao leite (ou 300g de ao leite + 100g de meio amargo)

1 1/2 caixa de creme de leite

Derreta o chocolate em banho maria ou no microondas. Acrescente o creme de leite e misture bem. Deixe esfriar na geladeira por alguns minutos (não deixe muito para que não endureça).

Montagem:

Retire o recheio da geladeira alguns minutos antes de usá-lo. Divida o de chocolate em duas partes.

Para o bolo ficar firme enquanto você monta, minha sogra (essa receita é dela) me deu uma dica ótima. Vamos montar o bolo dentro do tabuleiro que usamos para assá-lo. Forre o tabuleiro com um saquinho plástico e coloque a primeira metade do bolo.

Umedeça o bolo com a calda de leite usando um pincel culinário. Coloque 1/2 do recheio de chocolate  espalhe bem.

Coloque a outra metade do bolo, umedeça com a calda e coloque o recheio de nozes. Tampe com mais uma metade do bolo, umedeça e coloque o restante do recheio de chocolate. Tampe o a última metade do bolo e umedeça com a calda novamente. Deixe esse bolo, dentro do tabuleiro, na geladeira algumas horas para firmar.

Na hora de servir, tire o bolo do tabuleiro (ele vai estar bem firme, não vai desmontar) e corte as laterias para acertar. Faça a cobertura e espalhe por cima e nas laterais com uma espátula e confeite o bolo como preferir. Eu usei granulado, nozes inteiras e cerejas.

bolo de chocolate e nozes 2

Santiago, Valparaiso e Viña del Mar em oito dias

Vinícola Cousiña  Macul (44)

Cá estou eu, de volta das minhas andanças. Pensei muito se ia escrever esse artigo ou não, já que estamos em um blog de culinária. Mas… Quando fui pesquisar para fazer minha viagem as dicas abaixo fizeram TODA a diferença! Para quem tem pavor de pacotes de agências como eu, planejar a viagem não tem muito mistério e é só ficar atenta à alguns detalhes.

Na verdade os passeios todos foram feitos em seis dias, pois um foi a viagem de ida e o outro a viagem de volta. Fomos de BH-SP e SP- Santiago. As passagens foram de promoção , uma vez que estamos em baixa temporada no Chile (lá é outono, como no Brasil). Não tivemos nenhum problema com atraso de vôos ou perda de bagagens.

Hospedagem: Nos hospedamos no Hotel Orly que fica no bairro Providencia, ao lado do centro. Ele foi campeão esse ano do Traveller’s Choice do Trip Advisor. O melhor desse hotel é que você tem a opção de ficar nos apartamentos recém reformados – tipo apart-hotel com cozinha, sala e quarto – e também usufruir dos benefícios do hotel, como café-da-manhã e lanche da tarde. Minhas sugestão é que você se hospede em um hotel perto de qualquer estação do metrô, vai facilitar a sua vida na hora de passear pela cidade.

Transporte: Para nos locomover pela cidade usamos basicamente o metrô e taxi algumas vezes. Cada passagem do metrô fica numa média de R$2,70 porque o preço muda nos horários de pico. Os táxis pagamos sempre por volta de R$10,00, tirando a ida e volta do aeroporto que ficou +/- R$80,00. O metrô é enorme e dá para chegar a todos os pontos turísticos com ele. Ele é super bem sinalizado então não tem como ficar perdido se você souber a direção que você vai – ai é só olhar no mapa. Dica importante: evite pegar o metrô entre 18h e 19h. Fomos todos lindos e arrumados para o Teatro e quando chegamos no metrô ele estava lotado e ficamos praticamente prenssados nos vagões, estilo lata de sardinha.

Metro

Dia 1: Fomos nos pontos mais tradicionais. Plaza de la Moneda, Plaza de Armas e Mercado Municipal. Descemos na estação La Moneda da linha vermelha. Visitamos o Centro Cultural La Moneda. Você pode ver a troca de guarda (acontece nos dias pares nos meses de janeiro, abril, maio, agosto, novembro e dezembro; e nos dias ímpares nos meses de fevereiro, março, junho, mulho, setembro e outubro). Fomos a pé para o resto, passeando pelo Paseo Ahumada, que é o centro de compras de Santiago. Foi aqui que compramos casacos de couro por R$60 reais e outras peças de roupa com preços incríveis!

Plaza de Armas (22)

Esse solzinho salvou as mãos de congelarem na Plaza de Armas

Dia 2: Seguimos para o que eu achei ser o melhor que vi na cidade: La Chascona. Essa foi a casa que Pablo Neruda construiu para sua amante e terceira esposa Matilde. É imperativo fazer reserva pelo e-mail tiendalachascona@fundacionneruda.org. Logo ao lado fica o funicular do Cerro San Cristóbal. A vista lá de cima é incrível! Descemos na estação Baquedano (linha vermelha) e fomos a pé.

Cerro San Cristóbal - Funicular (5)

Eu felizinha da silva

Dia 3: Valparaiso e Viña del Mar. Você pode escolher ir pelas empresas de turismo que te pegam na porta no hotel, mas por pessoa fica cerca de R$150,00. O que fiz foi comprar bilhetes na empresa TURBUS no primeiro dia (tem guichês deles em várias estações de metro, como a Universidad de Chile). Pagamos por pessoa, ida e volta,  R$18. Para pegar o ônibus você deve descer na estação Universidad de Santiago e ir para o Terminal Alameda (que fica em frente à saída da estação). o ônibus saiu 7h45 em ponto e chegamos na rodoviária de Valparaiso 9h30.

Em Valparaiso fomos em outra casa do Pablo Neruda, a La Sebastiana. Sugiro ir de táxi da rodoviária até lá – tentamos pegar o ônibus mas lá não existe ponto!!! Os inúmeros ônibus param numa rua e você tem que ir caçando eles. Depois de 40 minutos desistimos. Da La Sebastiana para o porto fomos de ônibus, que pegamos na porta, no único ponto da rua. Ai fica mais fácil né?

Essa é a vista que Pablo Neruda tinha todos os dias ao escrever...

Essa é a vista que Pablo Neruda tinha todos os dias ao escrever…

Fomos em dois” ascensores” (elevadores que sobem os níveis das ruas e tem vista panorâmica) e depois de passearmos a pé pela cidade e visitarmos o porto, pegamos o metrô de superfície para Viña del Mar. Descemos na estação Miramar e fomos passear na orla a pé. Depois fomos para o centro da cidade a pé também e de lá pegamos o metrô de volta a Valparaíso. Na rodoviária, voltamos para Santiago.

Viña del Mar (57)

Precisa de mais?

Dia 4: Visitamos o Cerro Santa Lucia (pronuncia-se luzia), que também tem uma vista maravilhosa. Na volta fomos ao Museo de Bellas Artes (ao lado) e andamos até o Pátio BellaVista. O point lá é a noite, mas de tarde também dá para visitar as lojas de artesanato e comer nos restaurantes. A noite vimos um concerto de piano no Teatro Municipal (pegamos um folheto na rodoviária e vimos a programação – foi pura sorte!) e fomos novamente ao Pátio a noite, para jantar. Depois das 22h tinha vários restaurantes com música ao vivo, inclusive o nosso.

Cerro Santa Lucia (3)

Vista de um dos mirantes do Cerra Santa Lucia

Dia 5: Separamos o dia para visitar a vinícola. Fomos à Consiño Macul porque a Concha y Toro estava fechada. Qualquer uma das duas precisa de agendamento prévio, feito no site. A visita é rápida, mas muito legal. Descobrimos várias curiosidades sobre fabricação de vinhos. Para chegar lá é só pegar a linha azul do metro e descer na estação Quilim. De lá pegue um taxi. Na volta, fomos à feira de artesanato que fica no final da linha vermelha, na estação Los Dominicos. A feirrinha tem muitas lojinhas para turistas e pequenos restaurantes com uma comida ótima. Depois é só relaxar no parque em frente, que é lindo.

Vinícola Cousiña  Macul (13)

Como já tinha passado a época de colheita, não vimos as uvas

Dia 6: esse dia deixamos livre para voltar onde quiséssemos. Resolvemos ir novamente ao Paseo Ahumada e na Plaza de Armas, porque estava muito cheio quando fomos no primeiro dia.

Compras: todo lugar que você anda pela cidade você encontra as lojas Ripley, Paris e Johnson’s. São lojas enormes e onde você encontra os melhores preços. Sugiro as do Paseo Ahumada, que tinham coisas mais baratas. Achei as lojas Parque Arauco muito caras, mas você encontra todas as marcas que você imaginar. Comprei na Zara de lá, que parece mais uma C&A de tão lotada! Só ai encontrei preços melhores que no Brasil. A loja da MAC também tinha preços mais caros que no free shop. O DutyFree de Santiago é bom, mas não tem MAC. Essa você encontra só em SP com preços ótimos.

Se você quer Vichy, LaRoche, L’Oreal, etc. você encontra em todas as farmácias de lá com preços melhores que no Brasil.

Comida: não achei a comida nem cara e nem barata –achei os preços justos. As porções são sempre bem grandes e a comida chega em cinco minutos, sem exceção. Se você não gosta de peixe, nem tente. Até as porções de carne vem com camarão! E eles sabem fazer peixe viu? Não sei o que dá nos restaurantes do Brasil que salmão é quase pedra. Os de lá são feitos perfeitamente. Comi também um tal de pastel de choclo, que é uma gamela com creme de milho com recheio de frango e carne moída. Comemos também no fast-food de lá, o Doggies, que tem cachorro quente com abacate. Aliás, quase tudo lá vem com abacate, o que eu adorei.

Restaurante Ocean's Pacific (26)

Esse é o Volcano, uma mistura de carnes de porco, boi e peixes. Comemos no restaurante temático mais legal que já fui: o Ocean’s Pacific.

Essa é só uma das inúmeras salas de jantar do restaurante. Os detalhes são impressionates!

Essa é só uma das inúmeras salas de jantar do restaurante. Os detalhes são impressionates!

 A maior parte das dicas em encontrei no blog do Ricardo Freire, o Viaje na viagem. Lá tem mais dicas para você que pensa em ir em outras cidades ou conhecer as estações de esqui.

Qualquer dúvida, é só comentar abaixo 🙂

Uma pequena pausa

chile

Queridos, até o dia 26 o blog não terá receitas novas porque esta pessoa que vos fala vai (finalmente!!!!) passear um pouco com o maridão em terras sul-americanas. Não deixei posts programados porque acho estranho o blog postar “sozinho”. Acho que vi Matrix demais na adolescência ou não aderi tanto à modernidade da blogosfera quanto pensava. Enfim.

Vou ali no Chile e já volto tá? Quando chegar, prometo fotos lindas e comidas incríveis, pode ser?

Bjos!

Um ânimo para mim e para você

Eu sei que, mais uma vez, dei uma sumida no blog.  Como viajei no carnaval, não podia ficar fazendo receitas que rendessem muito. Além disso, andei meio desanimada de aventurar coisas novas para mostrar à vocês, mesmo tendo comprado vários ingredientes novos. Estão na dispensa, olhando para mim com uma carinha triste.

Eis que recebo um comentário do leitor Ricardo Landim, de Santa Rita de Sapucaí (aqui de Minas). Ele fez a receita de pão de hambúrguer e comentou todo feliz que tinha dado super certo. Ele disse que nunca tinha achado uma receita com fotos do processo e todas que havia tentado não tinha ficado boas. A receita é essa ó: pão de hambúrguer em 10 passos.

Olha as fotos que ele fez galera:

hamburguer_com_gema

hamburguer_resultado

Ficaram lindos né? Ele também tentou a receita desse pão substituindo 100g de farinha de trigo por 50g de fubá e acrescentou erva doce. Ah, e ele não usou o melhorador hein? Olha só:

milho_pronto

Além desse pão, ele já tentou vários outras receitas como a esfirra do Habib’s e o pão de três queijos do Subway.

Fiquei tão feliz com o feedback dele que queria mostrar para vocês. Isso me deu um gás porque ando meio desanimada e isso reflete diretamente na cozinha (isso ninguém duvida né). Quem sabe semana que vem eu trago para vocês uma super novidade, mas vou esperar para contar 🙂

Obrigada pela resposta e pelas fotos Ricardo!

Inspiração para o natal 2

Vi tantas fotos inspiradoras semana passsada que guardei algumas para mostrar para vocês. Todas são de decoração de natal com comida. Quem topa? 😉

árvore 4

árvore3

arvore

arvore1

 

árvore1

arvore 5

E a campeã é.. Pão de Papai Noel!

papai noel pão
Fontes das fotos:
http://ashleykaitlin.blogspot.pt/2010/12/decorating-mantle-well-decorating.html
 http://pinterest.com/pin/7459155604571041/
 Performance École de Français
  http://www.youthedesigner.com/
 http://www.tasteofhome.com/Recipes/Golden-Santa-Bread

Escrevendo Abobrinhas no jornal O Tempo

Alguns dias atrás a repórter Aline Gonçalves do jornal O Tempo, aqui de Belo Horizonte, me procurou para fazer uma entrevista comigo.  A matéria é sobre blogs de culinária e foi publicada dia 23 do mês passado, mas foi só hoje que eu vi.

Eu estou lá no finalzinho…

imagem
Todo mundo é capaz de lembrar daquele caderno de receitas, meio velho, meio aconchegante, ao qual a avó, a tia ou a mãe volta e meia recorria pra se lembrar de um prato ou pra anotar uma novidade. Ainda que essa prática felizmente ainda venha sendo preservada por algumas pessoas, é cada vez mais comum que uma outra muito similar, mas também com vários aspectos diferentes, ganha adeptos: a dos blogs de receitas. A semelhança entre o tradicional caderno é obvia: os dois tratam do registro da história culinária de famílias. A grande diferença, no entanto, é que agora esses pratos são partilhados com pessoas que vão muito além dos vizinhos e parentes, por gente que jamais imaginou ficar conhecida pelo trabalho na cozinha. “Eu comecei sem muita pretensão, queria registrar as receitas que inventava para conseguir reproduzi-las depois, já que eu nunca anotava nada”, conta a psicóloga por formação Tatiana Romano. O blog dela, o Panelaterapia criado em 2009, é hoje referência na área e alcança a marca de 1,2 milhão de visualizações de páginas por mês.

Tatiana, que nunca fez um curso de gastronomia, conta que seu interesse pela cozinha começou na adolescência, quando criava versões para o tradicional macarrão instantâneo. Porém, quando percebeu que o número de acessos ao blog crescia exponencialmente, resolveu investir. “Estudei sobre mídias digitais, fotografia, comprei equipamentos melhores: busco ser merecedora do sucesso que o Panelaterapia atingiu”, diz.

Ao enumerar esses aspectos, Tatiana observa que a questão da apresentação dos pratos influencia diretamente no sucesso da receita assim como a estratégia de escolha do que coloca no blog (ela evita, por exemplo, incluir receitas parecidas em sequência). Recentemente, o alcance das redes sociais mudou a relação com os leitores, já que há mais possibilidades, segundo ela, para conversar e responder dúvidas.

As estratégias que Tatiana utiliza não diferem daquelas de quem começou a bem menos tempo a comandar blogs de culinária, como as do casal Lígia Marcondes e Gladstone Campos. Ele, fotógrafo profissional há mais de 30 anos, reforça exatamente a questão da imagem para o sucesso e conta que seu trabalho na área de gastronomia, em revistas como a “Gula”, foi um dos incentivos para montar o Entre Pratos e Copos” há menos de um ano

“Antes de ir pra ‘Gula’, nunca tinha fotografado comida, mas comecei a me dedicar, estudar e entendi o processo. Há seis anos, conheci a minha atual esposa que gosta muito de cozinhar. Ela tem formação em história e trabalhava com designer de interiores. Há uns dois anos, Lígia quebrou o braço e resolveu passar todas as receitas para o computador, porque não conseguia desenhar”, conta ele. Como as fotos dessas receitas já estavam em mãos, os dois fizeram um livro, mas perceberam que seria muito caro editá-lo e comercializá-lo. Foi então que surgiu a ideia do blog. “Ter um blog é muito prático e barato. Hoje, temos posts
com mais de 5.000 acessos num dia”, revela Gladstone.

O sucesso imediato levou a cozinheira da dupla a se enveredar por uma área que ela nunca dominou: a dos doces, para atender aos pedidos que chegam, principalmente, via Facebook. “Eu faço o que tenho vontade, mas o blog tem uma sequência com entradas, pratos principais e sobremesas. Como eu não como doces, nunca fui de fazer nada especial até porque doce exige precisão. Agora, com a prática, estou ficando dez”, se diverte. Os doces, na visão de Gladstone, também têm um apelo visual maior. “Nosso campeão de acessos é uma mousse. Qualquer coisa com chocolate ‘bomba”, diz.

Para conseguir uma concretização maior do blog, Lígia também revela que procura fazer cursos com chefs e conta outro ponto fundamental: “O importante do blog é alimentá-lo sistematicamente; não pode pensar ‘ah, vou viajar, depois atualizo”.

Autora do blog Escrevendo Abobrinhas, a mineira Manoela Vianna também aponta a importância de atualização periódica e de buscar conhecimento para não perder o público. “Recentemente fiz um curso de pães, roscas e biscoitos porque senti a necessidade de profissionalizar mais o blog. Pretendo fazer outros ano que vem”, diz.

Para ela, é fundamental, ainda, apresentar receitas fácies e práticas, que condizem com o ritmo de vida atual. “Eu trabalho, fico muito tempo no trânsito, cuido da casa, do marido, lavo roupa. Como a maior parte dos meus leitores, quero algo que pode ser feito rápido e que seja gostoso”, explica.

No entanto, quando começou o blog, há pouco mais de um ano, sua preocupação maior era apenas resgatar as receitas que a mãe preparava e partilhá-las com as amigas. “Elas viviam me pedindo as receitas da minha mãe para fazer em casa, como surpresa para os maridos. Achei mais fácil fazer um blog para que elas pudessem ver os ingredientes e o modo de preparo”, conta.

A matéria você encontra  AQUI.

Inspiração para o natal

Vou assumir que tenho  pavor de algumas decorações natalinas que vejo pelos shoppings e lojas aqui de Belo Horizonte. Ainda não consigo entender porque raios as pessoas gostam de Papai Noel e NEVE nas árvores de natal. Parece tudo tão deslocado, fora do contexto. Moramos em um país com tantas cores e culturas diferentes e maravilhosas que podemos usar.

Adoro as decorações com flores e muita, muita cor. Sem neve, sem duende, sem Papai Noel, sem renas… Aqui vão algumas fotos que me inspiraram para decorar a casa mês que vem.

Que tal luzes de natal com flores artificiais?

AQUI tem o passo a passo.

Adorei a ideia de uma ávore de natal de rolhas coloridas 🙂

E por último a minha preferida: árvore de frutas ! É super fácil de fazer.

E vocês, já tem ideias do que vão usar na decoração deste ano?

 

Fontes das fotos:

http://donadascoisinhas.blogspot.com.br

http://cultivandoelegancia.wordpress.com

http://dicasedicas.net

http://www.camilak.com.br

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