Subindo o Pico da Bandeira/MG

Como estou tirando aproximadamente umas 7 mil fotos do filhinho por dia (não resisto – é muita fofura pra um neném só) resolvi dar uma organizada nas minhas fotos aqui no meu pc. Acabei achando uma pasta da minha subida ao Pico da Bandeira ano passado e me perguntei porque raios eu não fiz um post sobre isso.

O Pico da Bandeira fica no Parque Nacional do Caparaó, na divisa entre os municípios de Ibitirama/ES e Alto Caparaó/MG. A ideia partiu de alguns amigos da minha igreja como uma programa para casais. Eu fui sozinha porque o maridão ama programa de índio, ainda mais envolvendo muito mato, mosquitos, poeira…

Se você quiser fazer a subida, eu vou dar algumas dicas valiosas que ajudam muito para os que não estão acostumados com esse tipo de passeio. Eu já fiz isso várias vezes, mas nunca nesse Pico.

Saímos da Belo Horizonte na sexta a tarde, por volta das 15h. Chegamos em Alto Caparaó por volta de 20h, fizemos uma janta reforçada e fomos dormir cedo. Esse é o ponto mais importante: vá um dia antes para descansar e alimentar bem. Ficamos em uma das pousadas que fica na porta do parque. Como já passou um ano, eu não lembro mais o nome.

No sábado, acordamos às 7h, tomamos um café e arrumamos as mochilas. Muita gente sobe no começo da noite para ver o sol nascer lá do pico, mas achamos melhor caminhar durante o dia e ver o pôr do sol. Se a caminhada já é MUITO  desgastante, imagina durante a noite? É muito importante que vc tenha uma resistência física mínima, pois o terreno da caminhada é em boa parte muito irregular e cheio de pedras, buracos, etc.

Pico da bandeira - 2013 (50)

Pico da bandeira - 2013 (51)

Pico da bandeira - 2013 (12)

São 7km até o pico, sendo que há um local descampado no meio do caminho para camping, o Terreirão. Lá também tem banheiros e bebedouros. Na ida paramos lá para “almoçar”, recarregar as garrafas e descansar um pouco.

Até o Terreirão a caminha é suportável, mais divertida do que desafiadora. A partir daí que o bicho pega: o restante até o pico são de morros e mais morros de pedra, que vc tem que quase escalar para continuar.

Chegamos no pico 30 minutos antes do sol se pôr. Tiramos muitas fotos, descansamos e passamos muito frio. Levei casaco, cachecol, gorro, calça… E ainda quase morri com o vento lá em cima. Dá para ir tranquilo de shorts e camiseta leve até o pé do pico, mas quando vc começa a subir vai ficando cada vez mais gelado. Lá no pico então…

Pico da bandeira - 2013 (67)

 

Pico da bandeira - 2013 (66)

Mas quando chega a hora do sol ir embora, vc esquece tudo que passou e fica lá, embasbacado. Coisa que sei que nunca mais verei na minha vida.

Pico da bandeira - 2013 (41)

Pico da bandeira - 2013 (29)

A volta é mais tranquila, já que é descida. O chato mesmo é que o Terreirão a noite fica um caos – todo mundo passa a noite lá pra subir o pico logo antes do sol nascer. E é uma bagunça generalizada, cheia de gente bêbada e todo o espaço tomado por barracas. Fizemos o pit stop em outro local. Não teve muito problema, porque tivemos que fazer várias pequenas paradas, porque estávamos todos muito cansados e com os pés no mínimo doloridos.

Chegamos na base do pico (o último ponto que é possível ir de carro, antes de começar a subir) lá pelas 20h. Encontramos algumas pessoas começando a subida. O melhor era a cara delas quando viam o nosso estado de exaustão e sujeira.

Quando chegamos, entramos no carro e fomos direto a um restaurante perto da pousada. Jantamos arroz, feijão, mandioca, ovo, carne, batata frita e Coca-Cola. Afinal, tínhamos que repor as energias certo?

Dormimos na pousada e voltamos para BH depois do café da manhã no domingo. Alguns casais ficaram pois no Parque tem algumas cachoeiras que dão pra visitar de carro.

Para quem gosta desse tipo de programa, é uma experiência única. Garanta também que vc vá em boa companhia, como eu 🙂

*O que levar:

– Lanches que não pesam e ajudam a subir a glicose: barra de cereais, chocolate, chips, pão. Levei três garrafas de isotônico, além da água

– Roupa de frio: tipo frio polar mesmo, porque quando vc chega no pico é um frio de lascar

– Esparadrapo e meias extras: para quem tem pés ossudos como eu, é indispensável. Fiquei com bolhas nos dois pés e, se não fosse o esparadrapo e a meia extra, nem sei se teria conseguido chegar no topo.

– É bom que vc tenha um tênis de boa qualidade, mas o ideal é usar mesmo aquelas botas de caminhada.

– Um “cajado”: me ajudou muito, porque o terreno é irregular e vc fica caindo nos buracos

– Boné, protetor solar, protetor labial e óculos escuros: para se proteger do sol

– Repelente: os bichinhos atacam no final da tarde

– Capa de chuva: não choveu enquanto estávamos lá, mas nunca se sabe né?

– LANTERNA: na volta, é quase impossível ver o caminho sem lanterna, mesmo com a luz da lua

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Comments

  1. Manoela, gostei de ler sua narrativa contando sua aventura ao pico da bandeira, eu já fiz esse trajeto por mais de 10 vezes, tando do lado MG quanto do lado ES, cada pessoa quando conta tem uma òtica diferente na subida ou descida, gostei de ler a sua narrativa, sempre vou ao pico entre os meses de maio e junho, quem sabe algum dia agente não se esbarra por lá

    felicidades e chama o maridão pra aventura também

    abraço

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