Culinária ogra

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Lembrei hoje de um post que venho procurando há um bom tempo. Para achar dicas e/ou receitas, leio uma quantidade razoável de blogs – uns muits bons, mas outros que dão a maior preguiça. Não funciona comigo (muito menos com o meu marido) receita de porção que é uma colher e sopa de arroz e três grãos de feijão + pseudo pedaço de bife de frango criado na Indonésia com ração de ouro e prata. Vai um PF com ovo ai?

Guia da culinária ogra

(por André Barcinski)

Poucas coisas são tão boas na vida quanto ir a um bom restaurante.

Sou daqueles que acompanha a cobertura gastronômica com interesse. Estou sempre atrás de lugares novos para comer e não penso duas vezes antes de conferir alguma dica.

Gosto de comer de tudo. E gosto de todo tipo de restaurantes, dos mais recomendados pelos guias aos pés-sujos mais infectos.

Pra mim, bom restaurante é aquele que dá vontade de voltar. Independentemente de preço ou estilo.

Mas tenho de confessar que adoro um muquifo. Poucas coisas me dão mais prazer do que descobrir alguma birosca que serve um bife sensacional, ou uma cantina poeirenta com um talharine dos sonhos.

Entre os muitos projetos que nunca conseguirei realizar, um tem lugar especial no meu coração (e estômago): um guia da gastronomia ogra.

Seria um livro com dicas de restaurantes de onde se sai carregado.

Cheguei até a elaborar uma lista de “dez mandamentos básicos” que o local teria de atender para ser incluído. São eles:

1 – Não pode ter nome começando por “Chez” ou terminando por “Bistrô”

2 – A comida precisa ocupar ao menos 85% da área total do prato (com preferência a iguarias com uma taxa de ocupação de mais de 100% dos pratos, como bifes que caem pelas bordas dos pratos)

3 – Não pode ter “chef”, e sim “cozinheiro”.

4 – Não pode ter “menu”, e  sim “cardápio”

5 – Algumas palavras estão terminantemente proibidas nos cardápios. A presença de qualquer uma delas significa exclusão imediata da lista. São elas: “nouvelle”, “brûlée”, “pupunha”, “espuma”, “lâmina”, “lascas” e “contemporânea”

6 – Não pode ter filiais

7 – Os garçons não podem ser modelos, manequins ou atores, com preferência para garçons velhos e feios

8 – Os garçons precisam passar no teste da colherzinha, que consiste em servir arroz com uma só mão, juntando duas colheres, sem derramar um grão sequer

9 – Não pode estar localizado nos seguintes bairros: Vila Olímpia, Itaim-Bibi, Moema e Vila Nova Conceição (era um guia de Sâo Paulo!)

10 – O teste final: se o garçom, ao ser perguntando “o que é ‘El Bulli’?”, responder qualquer coisa que não seja “é onde eu sirvo o café”, o restaurante está sumariamente eliminado

(Link do post  -> aqui)

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