Salsa e porque amo esportes

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Não me pergunte porque, eu sempre gostei de ver competições de esportes pela TV. Quando começa uma olimpíada, eu praticamente colo no sofá e vejo todas as modalidades, inclusive aquelas que a maioria nem sabe que existe. Sou viciada em jogos de inverno, por motivos que ainda vou encontrar. Depois de casar, eu descobri as maravilhas da NBA (liga de basquete americano) e da NFL (liga de futebol americano) e me peguei torcendo fervorosamente por times que há dois anos atrás eu nem sabia o nome. Ossos do ofício quando se casa com um atleta😀

No meio disso tudo, comecei a praticar Taekwondo. Depois de três anos e meio e uma gravidez, muito suor, dor e canelas roxas, hoje sou faixa preta. Nem precisa falar dos benefícios para minha saúde (e, claro, para o meu abdômen… Não é fácil perder aquela pança pós parto) mas também de como praticar uma arte marcial três vezes por semana melhorou minha coordenação motora, concentração, disciplina e persistência. Eu posso ficar aqui até amanhã falando sobre tudo de maravilhoso do Taekwondo, mas acredito que você tem que descobrir por você mesmo. Enquanto isso, aqui vai uma receita perfeita para dias de jogos da NFL (Superbowl é daqui 15 dias) ou, para vocês que gostam, para dias de futebol da bola redonda mesmo.

Ingredientes:

4 tomates italianos (aqueles pra molho)

2 cebolas

4 dentes de alho

2 pimentas dedo-de-moça

1 colher (sopa) bem rasa de açúcar mascavo

Salsinha a gosto

Azeite e sal a gosto

Corte os tomates ao meio e as cebolas em quatro pedaços. Ajeite no tabuleiro untado com azeite. Acrescente os dentes de alho descascados, as pimentas inteiras (sem as sementes) e polvilhe tudo com o açúcar e o sal. Acrescente mais um fio de azeite.

Deixe assar em forno pré aquecido em 200 graus por 50 minutos, ou até os tomates amolecerem. Retire tudo no forno e bata no processador com a salsinha por alguns segundos. Sirva como acompanhamento.

No meu caso, eu cortei uma baguete italiana em pedaços, cobri com carne moída (que sempre tenho pronta no meu congelador) e gratinei com muçarela. Botei um tantão de salsa por cima e fui ser feliz…

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OBs: achei essa salsa mais gostosa do que essa outra receita que eu fiz, além de que é muito mais fácil de fazer.

Sorvete de banana e cacau

sorvete de banana e cacau

Depois de ficar na minha “mamãe caverna” desde julho (só agora que vi tanto tempo que fiquei longe!) tomei vergonha na cara e resolvi dar um oi pra vcs. Digo “mamãe” porque é basicamente o que tenho feito por enquanto. Minha decisão foi parar de trabalhar ao invés de colocar o meu pequeno na creche, o que muitos pensariam que me daria mais tempo pra cozinhar. Na verdade até deu, mas faltou foi a iniciativa de procurar coisas gostosas pra postar por aqui.

Por agora, estou bem tranquila com minha escolha. O Josué está numa fase ótima – comendo todo tipo de legumes, verduras, carnes, frutas e está começando a andar. Ele cada dia me da mais liberdade pra fazer as coisas dentro de casa enquanto ele brinca sozinho feliz e satisfeito. Está com 9 meses, dois dentinhos e alguns galos na cabeça😀 . O mais importante de tudo é que ele dorme a noite inteira, deixando a mamãe aqui também feliz e satisfeita.

O que me inspirou foi a última edição da revista Casa e Comida, que teve receitas de várias blogueiras que sigo há um tempão. Fico tão feliz que as editoras estão percebendo que os blogs é que mandam na parada e estão introduzindo cada vez mais receitas/dicas das cozinheiras do mundo virtual.

Essa receita foi coincidentemente (juro) do blog Crianças na cozinha, da Pat Feldman e é a capa da revista. Minha dica é que todas as pessoas do universo TEM que fazer esse sorvete. É tão fácil e cumpre tudo o que promete! Nesse calor, é o que tem de melhor!

Ingredientes:

6 bananas maduras (usei caturra)

3 colheres (sopa) de cacau em pó

1/2 xícara de creme de leite fresco

1 colher (sopa) de extrato de baunilha

2 a 3 colheres (sopa) de mel (usei maple syrup só pra ser diferente)

Bater tudo no liquidificador até ficar tudo homogêneo. Divida tudo em pequenas tigelas e guarde no congelador de um dia pro outro. Transfira pra geladeira uma hora antes de servir.

Black bourguignon: tempo na cozinha

black bourguignon

Meu marido brinca que se ele tirasse a panela de pressão da cozinha eu não saberia mais cozinhar. Eu reconheço que eu adoro a comodidade dessa ferramenta, mas não é pra tanto né? O que me consola é que já vi muitos episódios de Top Chef que os cozinheiros se renderam à velocidade da panela de pressão. Acho que foi um dessa última temporada (décima) que o chef foi super elogiado por um caldo lindo que ele fez. A pergunta foi: como você conseguiu tanto sabor em tão pouco tempo? A reposta: pressure cook. Delirei.

Ganhei um livro sensacional dos meus pais de natal, que vocês já devem ter ouvido falar. O Pão Nosso trata justamente que muitas vezes a espera é o melhor ingrediente para um pão – e uma refeição – maravilhosa. Fiz uma receita do livro, um ragu de liguiça que ficou um espetáculo (não  me matem, mas esqueci completamente de produzir a foto). Gasta por volta de 3 horas pra ficar pronto, e cada minuto conta.

Essa receita é bem assim. Demora um tempão na panela. Mas a boa notícia é que é só picar e botar tudo lá e ficar olhando e misturando. Como uma boa terapia na cozinha…

Receita da edição de Junho/Julho da Casa e Comida (com minhas adaptações).

Ingredientes:

1kg de carne em cubos pequenos  (usei chã de dentro)

2 latinhas de cerveja escura

1 colher (sopa) de alecrim picado

3 folhas de louro

1 pimenta dedo-de-moça picada sem as sementes

2 colheres (sopa) bem cheias de farinha de trigo

300g de bacon picadinho

2 colheres (sopa) de alho

2 cenouras picadas

2 colheres (chá) de gengibre picado

Sal e cheiro verde a gosto

Coloque a carne em uma vasilha e cubra com a cerveja. Acrescente o alecrim, o louro e a pimenta. Deixe na geladeira para marinar por 6 horas ou por uma noite. Não coloque sal na marinada.

Escorra bem a carne, reserve o líquido com os temperos e doure-a em uma panela bem quente com um pouco de óleo. Em outra panela, refogue o alho com a cenoura, o bacon e o gengibre. Adicione a carne e a cerveja com os temperos. Dissolva a farinha em um pouco de água e adicione à panela. Tampe a panela e deixe cozinhando por volta de 3 horas, sempre misturando para não grudar no fundo. Eu fui acrescentando um pouco de água nesse tempo e gastei mais de um litro. Ajuste o sal e sirva quente.

Por mais que eu tenha ficado meio cética no começo, a carne de fato fica super macia e o caldo é uma delícia com um pedaço de pão😀

Cookies de chocolate

cookie chocolate

Não sei qual é o problema das pessoas com manteiga. Eu confesso que por um tempo tentei arrumar mil substitutos para ela, mas nunca consegui o mesmo resultado. Dessa vez eu estava determinada em achar um cookie que não levasse tanta manteiga pra não achar que minha pança ia crescer a cada mordida. Achei umas receitas sim, mas nenhuma me pareceu apetitosa. Todas tinham cara de biscoito de cachorro…

Resolvi então fazer o legítimo cookie americano, cheio de manteiga mesmo. Ah, pé na jaca uma vez por mês não mata ninguém. Tomara.

Receita do Joy of baking.

Obs: Quando fui postar essa receita, me deparei com esse post do Cupcakeando, que fala tudo sobre manteiga X margarina. Disse tudo Ju! Acabei encurtando o meu post😀

Ingredientes:

100g de manteiga

1/2 xícara de açúcar mascavo

1/4 xícara de açúcar (que eu acho que vou dispensar na próxima vez que fizer – achei que ficou muito doce pro meu gosto)

1 ovo

1 colher (chá) de essência de baunilha

1 xícara de farinha de trigo

1/4 xícara de cacau em pó

1 colher (chá) de fermento em pó

Uma pitada generosa de sal

260g de chocolate meio amargo picado ou gotas de chocolate (usei só 100g pq achei demais)

Na batedeira, bata a manteiga com os açúcares até virar um creme esbranquiçado. Acrescente o ovo e a baunilha e bata até ficar homogêneo. Acrescente o restante dos ingredientes, deixando o chocolate picado por último.

Com as mãos, faça bolinhas e coloque em um tabuleiro com papel manteiga untado. Deixe um espaço de uns 4, 5 cm entre cada um. Asse em um forno pré aquecido em 180C por 8 min. Para ficar macio, o ponto certo do biscoito é quando você tira do forno a borda está durinha e o centro ainda está fofo. Se quiser que fique crocante, deixe mais uns 3 minutos no forno.

A receita rendeu 24 cookies.

Fritada espanhola

fritada

Gente, não sei se é espanhola, portuguesa ou brasileira. Só sei que um dia vi essa receita no programa do Gordon Ramsay (meu chef favorito de todos os tempos) e fiquei doida pra fazer. O engraçado é que eu achei que era simplesmente um omelete gigante e, felizmente, me enganei. É ótima pra dispensar aquele monte de restinhos da geladeira e, no meu caso, um monte de ervas que minha mãe trouxe da “pequena” horta dela.

Eu ando numa vibe meio orgânica principalmente por causa da amamentação. No meu caso é bem fácil e bem barato de ter esses produtos a mão: meus pais tem um pequeno sítio que criam galinhas, frangos e coelhos e cultivam uma infinidade de legumes, verduras e frutas. Uma vez por semana eles mandam quase um sacolão pra mim – e quem sou eu pra reclamar?

Ingredientes:

2 batatas médias cortadas em rodelas

Ovos (usei 5 orgânicos,  das galinhas que minha mãe cria)

Cheiro verde picado

Alecrim fresco picado

Flores e folhas de manjericão roxo

1 pimentão vermelho picado

Frango desfiado (ou o que você tiver na geladeira)

Queijo minas ralado

Cozinhe as batatas al dente. Disponha-as em uma frigideira antiaderente grande e regue com azeite. Cubra com o queijo ralado.

Em uma vasilha, bata os ovos com as ervas e temperos que desejar. Despeje por cima das batatas, tampe e leve a frigideira ao fogo baixo. Depois de uns 3 minutos, acrescente o pimentão e o frango por cima e tampe novamente. Deixe mais alguns minutos no fogo baixo e sirva em seguida.

 

Sobre panquecas e interrupções

panqueca

Já pesquisei muito para achar uma receita de panqueca americana que me agradasse, mas sempre achei umas muito gordurosas ou com uma cara nada apetitosa. Essa receita foi uma surpresa ótima que tive na edição de maio da revista Casa&Comida.

Foi quase uma saga fazer essa foto pra colocar aqui no blog. Já estou ficando acostumada com as interrupções do Josué, mas hoje ele estava especialmente irritado. Ele tem uma rotina previsível até certo ponto (comer – brincar – dormir por uma hora) mas tem dias que o sono escapa ele tira apenas algumas sonecas de 30 minutos ou menos. Esses dias eu fico quase por conta dele, como hoje.

Estou ficando muito triste com algumas coisas que leio e ouço sobre mães por ai. Me espanta a facilidade que as mulheres tem em abrir mão de tudo pela sua vida profissional mas se sentem ressentidas pelo fato de ter que ficar em casa durante a licença maternidade. Por que é tão fácil deixar família, amigos, vida emocional de lado por um trabalho mas é quase deprimente quando você faz isso pela sua família?

Me lembro de uma vez que fui escalada pra trabalhar durante o natal (o feriado que mais amo). Passei a semana arrasada enquanto minha família pulava de almoço em almoço pelas casas dos meus tios e avós. Me prometi que nunca mais ia abrir mão das coisas que eu gosto pelos outros, por dinheiro ou sucesso profissional. O que adianta passar o natal sozinha dentro de uma redação?

Por outro lado, estou cada dia mais feliz e realizada por estar em casa, amamentando. O resultado é algo que carreira nenhuma nesse mundo vale: é ver o Josué cada dia mais gordinho, mais feliz e mais saudável graças ao meu leite. Essas interrupções são as mais valiosas.

Ingredientes:

1 xícara de leite

1 colher (sopa) de suco de limão

1 xícara de trigo

2 colheres (sopa) de açúcar

1 colher (sopa) de fermento químico em pó

1 ovo

1 colher (sopa) de manteiga derretida

Misture o limão com o leite e deixe descansar por 10 minutos. O suco de limão vai talhar o leite e deixá-lo com uma consistência mais grossa. Misture os ingredientes secos. Acrescente o ovo e a manteiga ao leite e misture na farinha com um fouet.

Aqueça uma frigideira com um pouco de óleo. Despeje uma concha da massa e espalhe formando um círculo. Quando começar a aparecer bolhas, vire a panqueca do outro lado com uma espátula. Aguarde alguns minutos e retire-a da frigideira.

Subindo o Pico da Bandeira/MG

Como estou tirando aproximadamente umas 7 mil fotos do filhinho por dia (não resisto – é muita fofura pra um neném só) resolvi dar uma organizada nas minhas fotos aqui no meu pc. Acabei achando uma pasta da minha subida ao Pico da Bandeira ano passado e me perguntei porque raios eu não fiz um post sobre isso.

O Pico da Bandeira fica no Parque Nacional do Caparaó, na divisa entre os municípios de Ibitirama/ES e Alto Caparaó/MG. A ideia partiu de alguns amigos da minha igreja como uma programa para casais. Eu fui sozinha porque o maridão ama programa de índio, ainda mais envolvendo muito mato, mosquitos, poeira…

Se você quiser fazer a subida, eu vou dar algumas dicas valiosas que ajudam muito para os que não estão acostumados com esse tipo de passeio. Eu já fiz isso várias vezes, mas nunca nesse Pico.

Saímos da Belo Horizonte na sexta a tarde, por volta das 15h. Chegamos em Alto Caparaó por volta de 20h, fizemos uma janta reforçada e fomos dormir cedo. Esse é o ponto mais importante: vá um dia antes para descansar e alimentar bem. Ficamos em uma das pousadas que fica na porta do parque. Como já passou um ano, eu não lembro mais o nome.

No sábado, acordamos às 7h, tomamos um café e arrumamos as mochilas. Muita gente sobe no começo da noite para ver o sol nascer lá do pico, mas achamos melhor caminhar durante o dia e ver o pôr do sol. Se a caminhada já é MUITO  desgastante, imagina durante a noite? É muito importante que vc tenha uma resistência física mínima, pois o terreno da caminhada é em boa parte muito irregular e cheio de pedras, buracos, etc.

Pico da bandeira - 2013 (50)

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São 7km até o pico, sendo que há um local descampado no meio do caminho para camping, o Terreirão. Lá também tem banheiros e bebedouros. Na ida paramos lá para “almoçar”, recarregar as garrafas e descansar um pouco.

Até o Terreirão a caminha é suportável, mais divertida do que desafiadora. A partir daí que o bicho pega: o restante até o pico são de morros e mais morros de pedra, que vc tem que quase escalar para continuar.

Chegamos no pico 30 minutos antes do sol se pôr. Tiramos muitas fotos, descansamos e passamos muito frio. Levei casaco, cachecol, gorro, calça… E ainda quase morri com o vento lá em cima. Dá para ir tranquilo de shorts e camiseta leve até o pé do pico, mas quando vc começa a subir vai ficando cada vez mais gelado. Lá no pico então…

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Mas quando chega a hora do sol ir embora, vc esquece tudo que passou e fica lá, embasbacado. Coisa que sei que nunca mais verei na minha vida.

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A volta é mais tranquila, já que é descida. O chato mesmo é que o Terreirão a noite fica um caos – todo mundo passa a noite lá pra subir o pico logo antes do sol nascer. E é uma bagunça generalizada, cheia de gente bêbada e todo o espaço tomado por barracas. Fizemos o pit stop em outro local. Não teve muito problema, porque tivemos que fazer várias pequenas paradas, porque estávamos todos muito cansados e com os pés no mínimo doloridos.

Chegamos na base do pico (o último ponto que é possível ir de carro, antes de começar a subir) lá pelas 20h. Encontramos algumas pessoas começando a subida. O melhor era a cara delas quando viam o nosso estado de exaustão e sujeira.

Quando chegamos, entramos no carro e fomos direto a um restaurante perto da pousada. Jantamos arroz, feijão, mandioca, ovo, carne, batata frita e Coca-Cola. Afinal, tínhamos que repor as energias certo?

Dormimos na pousada e voltamos para BH depois do café da manhã no domingo. Alguns casais ficaram pois no Parque tem algumas cachoeiras que dão pra visitar de carro.

Para quem gosta desse tipo de programa, é uma experiência única. Garanta também que vc vá em boa companhia, como eu🙂

*O que levar:

– Lanches que não pesam e ajudam a subir a glicose: barra de cereais, chocolate, chips, pão. Levei três garrafas de isotônico, além da água

– Roupa de frio: tipo frio polar mesmo, porque quando vc chega no pico é um frio de lascar

– Esparadrapo e meias extras: para quem tem pés ossudos como eu, é indispensável. Fiquei com bolhas nos dois pés e, se não fosse o esparadrapo e a meia extra, nem sei se teria conseguido chegar no topo.

– É bom que vc tenha um tênis de boa qualidade, mas o ideal é usar mesmo aquelas botas de caminhada.

– Um “cajado”: me ajudou muito, porque o terreno é irregular e vc fica caindo nos buracos

– Boné, protetor solar, protetor labial e óculos escuros: para se proteger do sol

– Repelente: os bichinhos atacam no final da tarde

– Capa de chuva: não choveu enquanto estávamos lá, mas nunca se sabe né?

– LANTERNA: na volta, é quase impossível ver o caminho sem lanterna, mesmo com a luz da lua

Salada de grão de bico com bacalhau

salada de grão de bico1

Assim que minha gravidez foi chegando no último mês, minha mãe e minha sogra me mandavam comidas prontas regularmente, ou sempre que podiam. Minha sogra é mais na onda prática: mandou carnes de todos os tipos cozidas e congeladas. Já minha mãe, que gosta mais de inventar moda, me mandou bacalhau, tapioca, frutas de todos os tipos, biscoitos… De qualquer forma, as mamães cobriram toda a minha necessidade nutricional antes do Josué nascer e principalmente nas duas primeiras semanas de nascido.

Tem aquela velha história que a gente só entende a mãe depois que se torna mãe.Na verdade, eu e minha  mãe sempre nos demos muito bem por termos personalidades muito parecidas. Depois que eu saí de casa, a relação mudou  para algo mais de companheirismo, o que foi uma grata surpresa para mim. Com o nascimento do Josué, ela foi para minha casa e cuidou de tudo… Lavou minha roupa, arrumou minha casa, fez comida – tudo para que eu ficasse por conta de me recuperar do parto (mesmo sendo normal as dores são bem fortes) e de amamentar o pequeno.

Essa salada eu fiz com o bacalhau que ela me deu. Achei uma ótima dica para almoço do dia das mães, porque é algo que vc pode deixar pronta na geladeira no dia anterior, para facilitar.

Para minha mãe que, acima de tudo, agora é minha parceira.

Ingredientes:

1/2 pacote de grão de bico cozido (depende muito da quantidade de salada que vc quer. Para mim, meio pacote rende muito!)

300g de bacalhau cozido e desfiado

1/2 vidro de azeitonas portuguesas (aquelas pretinhas, bem pequenas)

1 pimentão vermelho picado e cozido em água (ou cru, se preferir)

1 cebola picada

Cheiro verde picado a gosto

Ovos cozidos para enfeite

É só misturar tudo delicadamente e temperar com sal, limão e muito azeite. Se quiser, pode colocar um alho picadinho.

Uma nova vida – ser mãe

Depois de vários meses longe do blog, bateu uma saudade esses dias. Desde que engravidei, foi ficando difícil escrever aqui. Não por falta de tempo – estava em um emprego com horários bem flexíveis – mas por falta de vontade mesmo. Culpe os hormônios ou seja lá o que, minha vontade de cozinhar coisas diferentes foi acabando junto com os meses da gravidez. Ainda mais depois de ficar com uma barriga meio grande que molhava toda vez que chegava perto da pia. Ah! Bota no bolo ai que eu tava no processo de mudança de apartamento.

O que foi o samba de crioulo doido é que o mocinho não quis mais ficar dentro da minha barriga e resolveu sair com 37 semanas. Estávamos contando que ele fosse aparecer lá pelo dia 18/04 e acabou que ele nasceu dia 2. Não posso reclamar de nada, afinal eu tive um trabalho de parto indolor. Parece mentira: o processo todo demorou só 4 horas depois que minha bolsa rompeu e as minhas contrações eram mais parecidas com leves dores de barriga. Até cochilei na bloco cirúrgico esperando dilatar. Só me deram anestesia porque o médico disse que era para garantir, porque tinha muito tempo que ele não via uma grávida sem dor. E por fim nasceu o Josué, de parto normal mais tranquilo que eu podia imaginar.  Lindo, cabeludo e saudável.

Depois das 3 primeiras semanas bem tranquilas (um recém nascido praticamente só mama e dorme) eu e o maridão estamos passando aperto. Ele resolveu mostrar as gengivas e começou a dar ataques de choro que parecem intermináveis antes de dormir. Coisas de bebe, mas que enlouquece uma mãe que não dorme uma noite inteira faz apenas uns …. 30 dias. Mas apesar disso, estou curtinho bem os dedinhos, a mãozinha, os barulinhos de neném… Toda essa bobice que a gente jura que não vai ter depois que ele nascer.

Mas o melhor disso tudo, eu garanto a vocês, é poder amamentar. Eu acho fascinante o mocinho engordar e crescer todos os dias por causa exclusivamente do leite do peito, que vem de mim. Graças a Deus ele mamou bem desde a primeira vez. Não consigo imaginar motivo que algumas mulheres escolhem não amamentar. É o melhor presente de ser mãe.

Enfim, eu já separei algumas receitas pra postar e nos próximos dias vou contando as novidades.

 

Voltei, baby!

Bolo de reis

bolo de reis

Vendo inúmeros programas de culinária, eu cheguei a uma conclusão curiosa: eu gostaria de viajar por inúmeros países só para o simples fato de comer o que tem de melhor lá. Meu marido brinca dizendo que isso é “alma de gordo”, que eu só penso em comida. Não quero saber de passeio, só de comida!!! Isso já foi definido como fato quando passei na porta de um dos hotéis mais luxuosos da América Latina no Chile e disse: “imagina o que tem no café da manhã nesse hotel!”.

Em uma das propagandas do programa Sem Reservas, do Antony Bourdain, ele diz que a comida é a clara expressão da cultura de um país. Isso já foi comprovado e dito milhões de vezes né não? Esse bolo (que encontrei a receita na Revista Casa e Comida, edição Especial Festas) mostra bem uma parte dos nossos costumes católicos e da nossa própria cultura bem do jeito que ela é: uma mistura de várias. Dizem que a receita é originalmente portuguesa, mas que foi inspirada em um costume francês. Aqui dizemos que devemos comer o bolo para celebrar a adoração do menino Jesus por Gaspar, Belchior e Baltazar, os três Reis Magos.

Tendo motivo ou não, esse bolo é delicioso e super simples de fazer e decorar. É uma ótima opção para quem tem frutas cristalizadas sobrando do natal. E pode comer qualquer dia do ano🙂

Ah! Feliz 2014 pra todos!

Ingredientes:

270g de açúcar

250ml de água

100ml de vinho do porto

360g de farinha de trigo

40g de manteiga sem sal

20g de óleo de canola

1 ovo

8g de fermento em pó

4g de bicarbonato de sódio

Uma pitada de sal

150g de passas brancas

150g de frutas cristalizadas

120g de nozes

Nozes, cerejas em calda e mais frutas cristalizadas para decoração

Ferva a água. Acrescente as passas e as 150g de frutas cristalizadas, cubra e deixe descansar por 20 minutos. Em seguida, junte o vinho e deixe descansar por mais 10 minutos.

Derreta a manteiga, misture o óleo e junte à mistura de vinho e frutas. Peneire os ingredientes secos e acrescente à mistura de frutas. Junte o ovo batido e as nozes picadas. Misture delicadamente até obter uma massa homogênea (não precisa de bater na batedeira).

Coloque em um fôrma redonda e leve ao forno pré aquecido em 180C por aproximadamente 50 minutos.

Para a cobertura de fondant branco:

30 ml de leite integral

180g de açúcar de confeiteiro

Suco e raspas de 1/2 limão

Aqueça o leite e junte o açúcar, misturando bem. Acrescente o suco e as raspas de limão e misture um pouco mais. Deixe esfriar.

Retire o bolo do forno, cubra ainda quente com o fondant branco e decore com as nozes e as frutas cristalizadas.

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