Muffin de abobrinha

muffin de abobrinhaDeu para perceber que estou na vibe light né? Também ando gostando muito de refeições vegetarianas. No final parece que você fica leve e não tem aquele peso de ter que ficar inventando uma carne todo dia. Achei essa receita aqui. Moleza viu!

Ingredientes:

1 abobrinha grande ralada

1 xícara (chá) de farinha de trigo

2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado

1 ovo

1/2 xícara (chá) de leite

3 colheres (sopa) de azeite

1 colher (sopa) de manjericão fresco picado

1 colher (sopa) de fermento em pó

Sal (a gosto)

Aqueça o forno a 180ºC . Unte com manteiga e farinha de trigo  12 formas de muffin ou de empadinha grande. Rale a abobrinha e coloque numa tigela.  Junte o ovo, o leite, o parmesão, sal, farinha de trigo, manjericão e azeite e misture bem. Acrescente o fermento em pó e misture novamente.  Distribua a massa entre as forminhas preparadas, preenchendo até 3/4 da capacidade de cada forma. Não encha demais as forminhas, pois a massa cresce. Leve ao forno por cerca de 20 minutos ou até dourar e ao enfiar um palito, ele saia limpo. Retire do forno e deixe amornar por cinco minutos sobre uma grade.

 

Tomate recheado

tomate recheado

Para vocês meus queridos, que ainda estão tentando perder aqueles quilos extras que ganharam na comilança  festança do final do ano, entra ai no barco comigo! Essa receita é para vocês!

Ingredientes:

5 tomates longa vida bem vermelhos (mas firmes)

100g de ricota fresca ralada

Frango desfiado ou carne moída ou peito de peru… (o que estive sobrando da geladeira)

Ervas frescas a gosto (usei orégano, tomilho, salsinha e cebolinha)

Azeite e sal a gosto

Ligue o forno em 180ºC.

Corte a tampa dos tomates e tire todo o “recheio” com uma faca. Deixe todos de boca para baixo em um papel toalha por alguns minutos (para escorrer a água).

Misture a ricota, o frango desfiado (que foi o meu caso) e tempere com as ervas, o sal e azeite. Tempere também os tomates com sal e azeite e coloque o recheio sem apertar muito, para não ficar duro na hora de cortar. Asse por 30 minutos ou até quando enfiar um garfo nos tomates ele saia facilmente.

tomate recheado 2

Cupcake de mirtilo

cupcake de mirtilo

Meu sonho é aprender usar o tal bico de confeiteiro com destreza. Fico vendo na televisão esse povo que decora um bolo em 5 segundos e eu aqui, fazendo a maior bagunça com as coberturas básicas. Depois de começar acompanhar o Cupcakeando (que é o blog mais lindo de cupcakes que já vi)  me inspirei a pelo menos aprender usar um bico de confeiteiro.

Com receita de estreia, queria usar meus queridos e preciosos mirtilos que escondi na geladeira para uma data especial. Do adorável Pequeno ateliê de Cupcakes, da Cooklovers.

Ingredientes:

80g de manteiga sem sal (a receita pede 100g)

75g de açúcar

1 colher (café) de essência de baunilha

2 ovos

100g de farinha de trigo

1 colher (chá) cheia de fermento em pó

75g de mirtilos

Pré-aqueça o forno em 180ºc e unte 10 forminhas para cupcakes. Eu montei 10 forminhas de silicone que serviram de suporte para as de papel.

Bata na batedeira a manteiga com o açúcar até virar um creme esbranquiçado. Acrescente a essência de baunilha e os ovos um a um, batendo sempre. Peneire a farinha junto com o fermento e acrescente à mistura com uma espátula, aos poucos. Passei os mirtilos em um pouco de farinha para que eles não desçam para o fundo das forminhas. Divida a massa em 10 forminhas e asse por 20 minutos ou até que quando colocar o palito ele saia limpo. Deixe esfriar.

Cobertura:

100g de cream chesse (usei Philadelphia)

30g de manteiga

75g de açúcar de confeiteiro

+

10 mirtilos

2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro

2 colheres (sopa) de água

Ferva os mirtilos com a água e o açúcar por quatro minutos. Esprema as frutinhas, passe por uma peneira e deixe esfriar.

Bata o cream cheese com a manteiga. Acrescente o açúcar aos poucos e continue batendo. Acrescente a calda de mirtilos e misture com uma espátula. Coloque no saco de confeiteiro com o bico já pronto (usei o 1M da Wilton e o suporte para bicos Wilton) e deixei na geladeira por duas horas. Usei esse vídeo para me ajudar, dica também do Cupcakeando.

Lembre-se de confeitar os cupcakes quando eles estiverem frios. Depois do terceiro que eu peguei o jeito :)

cupcake de mirtilo 2

O bico, o suporte e o saco de confeitar comprei na Maria Chocolate, lojinha com tudo para confeitaria e com atendimento ótimo para pessoas cruas como eu. A moça que me atendeu me ajudou e ainda me explicou para que serve cada bico.

cupcake de mirtilo 3

post-patrocinado

Arroz à piamontese

arroz a piamontese

TODA VEZ que meu marido pensa em comer fora, ele só pensa em um único restaurante aqui de BH: a Casa dos Contos. Isso pelo motivo deles terem um dos melhores arroz à piamontese que ele já comeu (e eu também). Em um dia de inspiração baixa, olhei para a geladeira e vi um potão de arroz do dia anterior e não queria fazer o repetido arroz de forno. Como tinha um creme de leite fresco sobrando das trufas que eu fiz, pensei em tentar em fazer o tal do arroz. Só dei uma olhadinha nos meus livros e achei uma receita ótima na coleção da Dona Benta. Não sabia que era tão fácil! Ficou um espetáculo.

Ingredientes:

Aprox. 3 copos de arroz cozido (receita de um copo grande de arroz cru). O ideal é que esteja cozido ao ponto, sem estar grudando. Pode ser aquele arroz de ontem!

150 de champignon

1 colher (sopa) de manteiga

2 colheres (sopa) de vinho branco seco

1/2 xícara de creme de leite fresco (ou mais, se você preferir mais cremoso). Com essa medida ele fica mais sequinho.

Queijo parmesão a gosto (eu sei 50g de queijo minas)

Sal a gosto

Refogue os champignos na manteiga até ficarem macios. Acrescente o vinho e deixe no fogo baixo até evaporar. Acrescente o arroz cozido (receita aqui) e misture delicadamente, sempre com o fogo bem baixo. Acrescente o creme de leite e o queijo, deixando para ajustar o sal por último. Sirva ainda quente.

Eu usei menos creme de leite para ficar mais light, por isso ele ficou menos cremoso.

Cupcakes de natal

cupcakes de natal 1

Hoje eu passei aqui para deixar uma receitinha bem simples para você que ainda não inventou nada de natal. Essa semana recebi da Cooklovers um kit lindo de mini cupcakes com um livreto cheio de receitas lindas. Essa é ótima para fazer com as crianças porque é super simples. Os meus ficaram meio feinhos, mas deliciosos! Nada que algumas vezes de prática não resolva :)

Feliz natal para todos vocês e boas festas!

Ingredientes>

100g de manteiga

75g de açúcar refinado

2 ovos

1 colher (café) de essência de baunilha

100g de farinha te trigo

1 pitada de sal

1 colher (café) de fermento químico em pó

75g de frutas cristalizadas ou nozes

Bata na batedeira a manteiga com o açucar até virar um creme branco. Acrescente os ovos um a um e a essência de baunilha e continue batendo. Desligue a batedeira e acrecente a farinha peneirada junto com o sal e o fermento, misturando delicadamente com uma espátula. Coloque a massa nas forminhas de cupcakes com uma colher, cobrindo 2/3 da forminha. Asse em forno pré aquecido em 180C por 20 minutos ou até quando colocar um palito ele saia limpo. Deixe esfriar.

Cobertura:

1 clara de ovo

200g de açúcar de confeiteiro

Suco de 1/2 limão

Nozes, uvas passas ou frutas cristalizadas para enfeitar

Bata na batedeira a clara em neve até ficar bem durinha. Acrescente o açúcar  e o suco e limão aos poucos, batendo sempre. O ponto é de um suspiro bem firme. Se você achar que está muito mole, acrescente mais açúcar. Se achar que está muito duro, acresente mais algumas gotas de suco de limão. Confeite os cupcakes com uma colher e deixe endurecer fora a geladeira. Se sobrar muito glacê (como sobrou aqui), faça suspiros para aproveitar ;)

cupcakes de natal

Se você também quiser o livro + 16 forminhas para mini cupcakes, você encontra para comprar aqui.

post-patrocinado

Sal saborizado com cebola

sal saborizado

Já disse que uma das melhores coisas de se ter um blog de culinária é o tanto de gente que me aparece com dicas para eu publicar.  Quem sabe, no fundo, toda cozinheira tem o sonho de espalhar pelo mundo todos os segredos que tornam cozinhar tão, mas tão prazeroso. Eu vejo em muitas blogueiras o real desejo de compartilhar uma informação que achou, que alguém disse, que leu na revistinha de banca, que o cachorro latiu.  E por ai vou me aprimorando, juntando pedacinhos de dicas e receitas graças a uma das melhores invenções do mundo moderno: o blog! :)

Essa dica veio da minha querida Tia Ieda.

Ingredientes:

Aprox. 100g de sal grosso

Cascas de quatro cebolas

Durante a semana, guarde as cascas das cebolas que for usando. Aquelas bem finas e marrons que protegem a cebola. Coloque em um tabuleiro e deixe no forno quente por alguns minutos. Pode ser aquele forno que você acabou de assar um bolo, por exemplo – é só para deixar a casca bem quebradiça e seca. Deixe esfriar, coloque no liquidificador e acrescente 50g de sal grosso. Bata com o pulsar até o sal ficar bem fino e as cascas começarem a desmanchar. Acrescente mais 50g e bata no pulsar novamente. Faça isso até que o sal esteja completamente fino e que as cascas estejam com pedaços bem pequenos. A quantidade de sal vai variar se você gosta muito ou pouco gosto de cebola.

Esse sal é ótimo para temperar arroz, feijão, sopas, carnes…  As casquinhas somem na hora que você usa e deixa um aroma super gostoso! É muito bom também para fazer temperos para saladas.

Feijão tropeiro mineiro

tropeiro

Não tem um restaurante aqui em Minas, seja do boteco ao mais caro do quarteirão, que não tenha o tal do feijão tropeiro. Juro que não lembro um self-service que não tinha esse feijãozinho tão amado pelos mineiros. A receita é antiga: no começo do século XVIII os “tropeiros”  eram os homens que atravessavam o estado de Minas, vindo de São Paulo em lombo de cavalos trazendo mantimentos para a região. A comida, então, precisava ser prática e gostosa, facilitando a vida dos viajantes. Por isso, eles simplesmente misturavam tudo que tinham (feijão em lata, carne seca, bacon, mandioca, couve, etc) e assim criaram o famoso feijão tropeiro.

A minha receita é beeeem mais light do que vocês vão encontrar por ai. Se você quiser um tropeiro daqueles que o colesterol aumente de 150 para 500 em duas garfadas, indico o Tropeiro do Zezé, que tem o melhor rodízio de ovo do mundo ;)

Ingredientes (para 5 pessoas):

300g de feijão carioquinha cozido ao ponto

1 cebola grande picadinha

2 pimentas dedo-de-moça

1 colher (sobremesa) de tempero caseiro de alho

Carne de porco a gosto (linguiças variadas, carne seca, bacon, torresmo, etc)

5 folhas pequenas de couve manteiga

1 copo (requeijão) de farinha de mandioca torrada

5 ovos

Sal a gosto

Para cozinhar o feijão é importante que você fique atenta para o ponto. Não pode cozinhar muito porque ele desmancha e nem pouco, porque pode ficar duro. O meu ficou 20 minutos na pressão e deu o ponto certinho. Depois de cozido coloque o que você vai usar na receita em uma peneira e jogue água fria por cima para parar de cozinhar. O resto eu congelei.

Em uma panela, refogue a cebola e o alho com a carne de porco que você escolher. Eu fiz só com linguiça calabresa e paio (não sou muito fã de carne seca e o bacon tinha acabado). *Eu dei uma cozida com água para tirar a gordura antes.* Depois de refogar tudo, acrescentei a couve bem picadinha e fui misturando, até ela ficar bem refogada também. Com o fogo baixo acrescente o feijão aos poucos e misture delicadamente. Acrescente a farinha de mandioca aos poucos e misture só o suficiente, para não ficar muito feio. *Enquanto isso, frite os ovos batidos separadamente em uma frigideira. Não misture muito para os pedaços ficarem maiores.* Acrescente os ovos e misture novamente. Prontinho! A dica é deixar tudo pronto e picado e fazer tudo na hora, para ele ficar quentinho e fresquinho.

Eu prefiro colocar o torresmo por cima porque se misturar ele fica molenga.

Rigatoni recheado e a terapia do fogão

rigattoni recheado

A primeira vez que fiz esse prato foi um dia péssimo. Parece que meu humor refletiu no macarrão, que ficou seco e minha raiva direcionou para a mussarela, que derreteu toda e sumiu. Resolvi tentar de novo, dessa vez em um dia igualmente ruim (por motivos diferentes) mas resolvi usar o tempo que estava preparando como uma terapia. Rechear cada rigatoni é de fato um teste de paciência e serviu bem para me acalmar e repensar algumas coisa para o ano que vem. Quem sabe vem novidade por ai? ;)

Ingredientes:

250g de riggatoni grano duro (1/2 pacote)

200g de queijo minas padrão (ele não derrete tanto quanto a mussarela e por isso não se mistura no molho, deixando o rigattoni recheado bonitinho)

1 cebola média picada

1 colher (sobremesa) rasa de tempero de alho caseiro

Óleo, açúcar e sal a gosto

1 lata de tomates italianos

1 vidro de extrato de tomate (usei um que tem 690g)

1 pimenta dedo-de-moça picada

Segui as instruções da embalagem do macarrão para fazer essa receita. Quando a água ferver, coloque o macarrão e deixe ele cozinhar por 5 minutos. Escorra e jogue água fria para o macarrão parar de cozinhar. Reserve.

Para o molho ao sugo, refogue a cebola com o alho e um fio de óleo até que a cebola fique transparente. Enquanto isso, bata no liquidificador (ou no mixer) a lata de tomate italiano. Acrescente ao refogado os tomates batidos e o extrato de tomate e deixe ferver. Ajuste a acidez com o açúcar e acrescente sal e pimenta se desejar. Reserve.

Montagem:

Corte o queijo minas em tiras do tamanho do macarrão e recheie cada um. Coloque em uma travessa de vidro untada com azeite.

rigattoni recheado 2

Despeje o molho por cima do macarrão, até que fique tudo coberto. Tampe com papel alumínio e asse em forno pré-aquecido em 200ºC por 20 minutos.

Sobrou um pouco de molho que eu congelei. Resolvi fazer a mais para não correr o risco de o macarrão ficar seco de novo, certo?

rigattoni recheado 1

Bolo de baunilha com banana caramelada

bolo de baunilha com banana

Na casa dos meus pais, em Pará de Minas (aprox. 80km de Belo Horizonte), tem várias bananeiras que dão banana que é uma beleza. Minha mãe pediu para fazer bananas carameladas para gastar as que já estavam no ponto de quase estragar. Como ia dar muito doce, resolvi fazer uma receita que já estava na minha cabeça há um tempo que serve para aproveitar bananas. Não lembro em que programa em vi no canal Bem Simples uma receita de cupcakes com bananas carameladas. Fiz então uma receita de bolo de baunilha (que está na lista das minhas preferidas) e acrescentei as bananas na massa. Adivinha? MUITO MELHOR que fazer só com as bananas =)

Ingredientes para a banana caramelada:

10 bananas picadas em rodelas

500g de açúcar

100ml de água filtrada

Misture o açúcar com a água em uma panela (usei o tacho de cobre lindooo da minha mãe) e deixe ferver em fogo baixo. NÃO MISTURE depois que ligar o fogo porque senão fica cheio de pelotas (experiência própria). Quando o açúcar começar a corar e a virar tipo um caramelo, acrescente as bananas e misture delicadamente. Essa hora o açúcar vai endurecer todo – não desespere. Aos poucos o açúcar vai derretendo novamente e o doce vai dando consistência. Deixe ferver até sua preferência. Eu gosto mais mole, com os pedaços da banana maiores. Depois de pronto, deixe esfriar. Fiz bem mais que precisava para o bolo ok?

banana caramelada

Ingredientes do bolo (adaptei DAQUI):

2 colheres (sopa) de manteiga

1/2  xícara de açúcar (é menos que a receita original porque as bananas já vão ter bastante açúcar)

3 ovos grandes

1 colher de chá de extrato de baunilha

1/4 colher de chá de sal

1 1/2 xícara de farinha peneirada

60ml (1/4 xícara) de leite

1 1/2 colher de chá de fermento

200g de banana caramelada (receita com 3 bananas e 100g de açúcar)

Bata a manteiga com o açúcar na batedeira até virar um creme branco. Adicione os ovos um a um e continue batendo. Acrescente a essência de baunilha e o sal. Adicione a farinha e o leite juntos, aos poucos, batendo na velocidade baixa. Desligue a batedeira e, com uma espátula, misture o fermento e a banana caramelada delicadamente. Despeje em uma forma redonda e asse em forno pré-aquecido em 180°C por 40 minutos ou até quando corar por cima.

Escrevendo Abobrinhas no jornal O Tempo

Alguns dias atrás a repórter Aline Gonçalves do jornal O Tempo, aqui de Belo Horizonte, me procurou para fazer uma entrevista comigo.  A matéria é sobre blogs de culinária e foi publicada dia 23 do mês passado, mas foi só hoje que eu vi.

Eu estou lá no finalzinho…

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Todo mundo é capaz de lembrar daquele caderno de receitas, meio velho, meio aconchegante, ao qual a avó, a tia ou a mãe volta e meia recorria pra se lembrar de um prato ou pra anotar uma novidade. Ainda que essa prática felizmente ainda venha sendo preservada por algumas pessoas, é cada vez mais comum que uma outra muito similar, mas também com vários aspectos diferentes, ganha adeptos: a dos blogs de receitas. A semelhança entre o tradicional caderno é obvia: os dois tratam do registro da história culinária de famílias. A grande diferença, no entanto, é que agora esses pratos são partilhados com pessoas que vão muito além dos vizinhos e parentes, por gente que jamais imaginou ficar conhecida pelo trabalho na cozinha. “Eu comecei sem muita pretensão, queria registrar as receitas que inventava para conseguir reproduzi-las depois, já que eu nunca anotava nada”, conta a psicóloga por formação Tatiana Romano. O blog dela, o Panelaterapia criado em 2009, é hoje referência na área e alcança a marca de 1,2 milhão de visualizações de páginas por mês.

Tatiana, que nunca fez um curso de gastronomia, conta que seu interesse pela cozinha começou na adolescência, quando criava versões para o tradicional macarrão instantâneo. Porém, quando percebeu que o número de acessos ao blog crescia exponencialmente, resolveu investir. “Estudei sobre mídias digitais, fotografia, comprei equipamentos melhores: busco ser merecedora do sucesso que o Panelaterapia atingiu”, diz.

Ao enumerar esses aspectos, Tatiana observa que a questão da apresentação dos pratos influencia diretamente no sucesso da receita assim como a estratégia de escolha do que coloca no blog (ela evita, por exemplo, incluir receitas parecidas em sequência). Recentemente, o alcance das redes sociais mudou a relação com os leitores, já que há mais possibilidades, segundo ela, para conversar e responder dúvidas.

As estratégias que Tatiana utiliza não diferem daquelas de quem começou a bem menos tempo a comandar blogs de culinária, como as do casal Lígia Marcondes e Gladstone Campos. Ele, fotógrafo profissional há mais de 30 anos, reforça exatamente a questão da imagem para o sucesso e conta que seu trabalho na área de gastronomia, em revistas como a “Gula”, foi um dos incentivos para montar o Entre Pratos e Copos” há menos de um ano

“Antes de ir pra ‘Gula’, nunca tinha fotografado comida, mas comecei a me dedicar, estudar e entendi o processo. Há seis anos, conheci a minha atual esposa que gosta muito de cozinhar. Ela tem formação em história e trabalhava com designer de interiores. Há uns dois anos, Lígia quebrou o braço e resolveu passar todas as receitas para o computador, porque não conseguia desenhar”, conta ele. Como as fotos dessas receitas já estavam em mãos, os dois fizeram um livro, mas perceberam que seria muito caro editá-lo e comercializá-lo. Foi então que surgiu a ideia do blog. “Ter um blog é muito prático e barato. Hoje, temos posts
com mais de 5.000 acessos num dia”, revela Gladstone.

O sucesso imediato levou a cozinheira da dupla a se enveredar por uma área que ela nunca dominou: a dos doces, para atender aos pedidos que chegam, principalmente, via Facebook. “Eu faço o que tenho vontade, mas o blog tem uma sequência com entradas, pratos principais e sobremesas. Como eu não como doces, nunca fui de fazer nada especial até porque doce exige precisão. Agora, com a prática, estou ficando dez”, se diverte. Os doces, na visão de Gladstone, também têm um apelo visual maior. “Nosso campeão de acessos é uma mousse. Qualquer coisa com chocolate ‘bomba”, diz.

Para conseguir uma concretização maior do blog, Lígia também revela que procura fazer cursos com chefs e conta outro ponto fundamental: “O importante do blog é alimentá-lo sistematicamente; não pode pensar ‘ah, vou viajar, depois atualizo”.

Autora do blog Escrevendo Abobrinhas, a mineira Manoela Vianna também aponta a importância de atualização periódica e de buscar conhecimento para não perder o público. “Recentemente fiz um curso de pães, roscas e biscoitos porque senti a necessidade de profissionalizar mais o blog. Pretendo fazer outros ano que vem”, diz.

Para ela, é fundamental, ainda, apresentar receitas fácies e práticas, que condizem com o ritmo de vida atual. “Eu trabalho, fico muito tempo no trânsito, cuido da casa, do marido, lavo roupa. Como a maior parte dos meus leitores, quero algo que pode ser feito rápido e que seja gostoso”, explica.

No entanto, quando começou o blog, há pouco mais de um ano, sua preocupação maior era apenas resgatar as receitas que a mãe preparava e partilhá-las com as amigas. “Elas viviam me pedindo as receitas da minha mãe para fazer em casa, como surpresa para os maridos. Achei mais fácil fazer um blog para que elas pudessem ver os ingredientes e o modo de preparo”, conta.

A matéria você encontra  AQUI.
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